Uma mulher cisgênero, preocupada com sua história familiar, ...
A resposta para a pergunta do paciente, com os genes ordenados do primeiro para o terceiro gene mais frequente no Brasil, é:
Gabarito comentado
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Tema central: predisposição hereditária ao câncer de mama no Brasil e a frequência relativa dos principais genes com variantes germinativas patogênicas (PVs) associadas a esse risco.
Alternativa correta: A — BRCA1, BRCA2, TP53
Em coortes brasileiras de alto risco, as PVs em BRCA1 são as mais frequentes, seguidas por BRCA2, com TP53 (especialmente a variante fundadora p.R337H) ocupando a terceira posição em frequência global. Esse padrão é consistente em estudos multicêntricos nacionais, apesar de variações regionais, e explica-se por: (1) BRCA1 muito associado a câncer de mama de início precoce e fenótipo triplo-negativo; (2) BRCA2 também comum, porém ligeiramente menos frequente; (3) TP53 relevante no Brasil pelo efeito fundador, mas ainda abaixo de BRCA1/2 quando se considera o país como um todo.
Fontes: NCCN Genetic/Familial High-Risk Assessment: Breast, Ovarian, Pancreatic (v.2025); ESMO Hereditary Breast–Ovarian Cancer (2023); UpToDate – Genetic susceptibility to breast cancer; consensos SBGM/INCA e estudos brasileiros com PVs em BRCA1/2 e TP53 (incluindo a fundadora TP53 p.R337H).
Como interpretar a questão: história familiar com múltiplos casos antes dos 50 anos aponta para síndrome de predisposição hereditária (HBOC/Li-Fraumeni). O enunciado exige a ordenação por frequência no Brasil. Atenção à “pegadinha”: embora TP53 seja marcante no Sul/Sudeste, não supera BRCA1/2 no cenário nacional.
Por que as demais alternativas estão incorretas?
B - BRCA2, BRCA1, TP53: inverte BRCA2 e BRCA1. No Brasil, BRCA1 tende a ser mais prevalente em famílias com início precoce e tumores agressivos. Evidência de coortes nacionais e diretrizes (NCCN/ESMO) apoiam BRCA1 > BRCA2.
C - TP53, BRCA1, BRCA2: superestima TP53. Apesar da variante fundadora p.R337H, a frequência global de PVs em TP53 é menor que em BRCA1/2.
D - PALB2; BRCA1, BRCA2: coloca PALB2 como mais frequente, o que é inconsistente. PALB2 é gene importante (risco alto-moderno), porém menos prevalente que BRCA1/2 e, no Brasil, em geral abaixo de TP53.
E - BRCA1, BRCA2, PALB2: substitui TP53 por PALB2 em terceiro. No contexto brasileiro, o terceiro lugar é TP53 devido ao efeito fundador; PALB2 vem depois em frequência.
Dica prática para provas: quando o enunciado citar Brasil + múltiplos casos precoces, pense em BRCA1 primeiro; depois BRCA2; lembre do TP53 p.R337H como terceiro pela particularidade brasileira. Em conduta clínica, as diretrizes recomendam testes multigênicos incluindo BRCA1, BRCA2, TP53 e PALB2, com rastreamento intensificado se PV for identificada (NCCN/ESMO/UpToDate).
Resumo: Ordem de frequência no Brasil: BRCA1 > BRCA2 > TP53.
Gabarito: A
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