Analise as seguintes situações de paciente com diagnóstico r...
I - Gestante. II - Parceiros de pacientes sabidamente portadores de HIV com uso de TARV. III - Pacientes em uso de profilaxia pré-exposição ao HIV. IV - Criança.
É recomendada a realização de genotipagem pré-tratamento nas situações
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Tema central: a necessidade de genotipagem pré-tratamento em pessoas com diagnóstico recente de HIV para detectar resistência transmitida e, assim, escolher o esquema de TARV mais eficaz.
Gabarito: A
Justificativa da alternativa correta: As principais diretrizes (PCDT HIV/AIDS do Ministério da Saúde 2023–2024; DHHS/NIH 2024; OMS; UpToDate) recomendam genotipagem basal para pessoas recém-diagnosticadas com HIV, com ênfase nos seguintes cenários de maior risco de resistência transmitida:
I – Gestante: risco iminente de transmissão vertical; a genotipagem permite iniciar rapidamente um esquema eficaz e seguro, maximizando a supressão viral durante a gestação e parto.
II – Parceiro(a) de PVHA em TARV: a infecção pode ter ocorrido a partir de vírus sob pressão de fármacos; há maior probabilidade de resistência transmitida (especialmente se o parceiro teve falhas/adesão irregular). Genotipar antes da TARV evita esquemas ineficazes.
III – Pessoas que usavam PrEP ao soroconverter: a exposição a TDF/FTC pode selecionar mutações como M184V/I e K65R; com cabotegravir de longa ação, podem surgir mutações de integrase (ex.: Q148, R263K). Portanto, recomenda-se genotipagem incluindo transcriptase reversa e, quando cabotegravir esteve envolvido, também integrase.
IV – Criança: na infecção vertical, a mãe frequentemente usou TARV na gestação, aumentando o risco de transmissão de vírus resistente. A genotipagem orienta a escolha do esquema pediátrico desde o início.
Fundamento: A prevalência de resistência transmitida (sobretudo a NNRTI e, em cenários específicos, a NRTI/INSTI) justifica o teste basal para otimizar o primeiro esquema e evitar falha precoce (DHHS 2024; OMS; PCDT Brasil).
Análise das alternativas incorretas:
B (I, II e III): exclui crianças, grupo clássico para genotipagem basal pela alta chance de resistência relacionada ao uso materno de TARV.
C (I e IV): ignora parceiros de PVHA em TARV e usuários de PrEP, justamente grupos com risco aumentado de vírus resistente por pressão seletiva de fármacos.
D (II e III): desconsidera gestantes e crianças, nos quais a escolha imediata do esquema ativo é crucial para desfechos materno-fetais e pediátricos.
Dica de prova: ao ler “diagnóstico recente” + “risco de resistência transmitida”, pense em: gestantes, crianças, parceiros de usuários de TARV e seroconversores em PrEP. Nessas situações, a genotipagem precede a definição final do esquema de TARV.
Referências essenciais: PCDT HIV/AIDS – Ministério da Saúde (2023–2024); DHHS/NIH Guidelines for the Use of Antiretroviral Agents in Adults and Adolescents with HIV (2024); OMS; UpToDate (Baseline genotypic resistance testing).
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A genotipagem pré-tratamento da AIDS, ou mais especificamente do HIV, é um exame que detecta mutações no vírus HIV-1, ajudando a identificar resistência a medicamentos antirretrovirais (ARVs). Este teste é indicado antes do início do tratamento para orientar a escolha das drogas mais eficazes, especialmente em casos de gestantes, crianças, e pessoas que podem ter se infectado com um parceiro em uso de ARVs.
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