Em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) f...
I - Trata-se de um surto de Covid-19 em população vulnerável sendo necessária a notificação de surto e individual dos casos envolvidos. II - Todos os pacientes com exame positivo devem receber nirmatrelvir e ritonavir (NMV/r), especialmente aqueles com outras comorbidades como os diabéticos e renais crônicos dialíticos. III - O isolamento dos casos positivos pode ser em coorte, com duração de isolamento variável, a depender da gravidade dos sintomas apresentados e do grau de imunossupressão dos mesmos. IV - Os pacientes investigados, com exame negativo, deverão receber nirmatrelvir e ritonavir (NMV/r) profilático e atualizar o cartão vacinal com a dose de reforço de Covid-19.
Está correto o que se afirma apenas em
Gabarito comentado
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Tema central: manejo de surto de Covid-19 em Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI), incluindo vigilância, isolamento e uso de antivirais em população vulnerável.
Gabarito: Alternativa A (I e III)
Justificativa da alternativa correta
I. Em ILPI, três casos confirmados caracterizam surto em ambiente congregado e vulnerável, exigindo notificação do surto e notificação dos casos conforme vigilância local/estadual. Diretrizes de vigilância em surtos (MS/BR, CDC, OMS) determinam notificação imediata para implementação de medidas de controle (testagem, isolamento, coorte, EPI).
III. O isolamento em coorte (agrupar positivos separados dos negativos/expostos) é recomendado em instituições fechadas. A duração varia com gravidade e imunossupressão: geralmente 10 dias para quadros leves/moderados; pode estender até 20 dias em imunossuprimidos ou doença grave. Referências: OMS/WHO, CDC LTCF guidance, MS/BR; UpToDate.
Por que as outras assertivas estão incorretas?
II. “Todos” os positivos não devem receber nirmatrelvir/ritonavir (NMV/r). Indicado para casos leves a moderados com risco de progressão, até 5 dias do início dos sintomas, após triagem de interações medicamentosas (CYP3A) e função renal. É contraindicado em TFG <30 mL/min e, em muitos protocolos, em dialíticos (PCDT/MS; FDA/EMA; UpToDate). Logo, dizer “especialmente renais crônicos dialíticos” é inadequado e potencialmente inseguro. Nem todo idoso positivo se beneficia (assintomáticos ou fora da janela não são candidatos).
IV. NMV/r não é profilático (nem pré nem pós-exposição). Não há indicação de “profilaxia antiviral” para contactantes com teste negativo (OMS, CDC, MS/BR). Quanto à vacinação, deve-se manter esquema atualizado, mas não como medida imediata pós-exposição para bloquear o surto; organiza-se atualização conforme elegibilidade e tempo oportuno (ex.: adiar se infecção recente).
Estratégia de prova (pegadinhas)
- Desconfie de termos absolutos como “todos”: em Covid-19, antivirais têm critérios e contraindicações.
- “Profilaxia com NMV/r” é um erro conceitual.
- ILPI = ambiente congregado: pense em notificação de surto, coorte, testagem seriada, EPI e restrição temporária de visitas.
Análise das alternativas
A (I e III). Correta: define surto com devida notificação e isolamento em coorte com duração ajustada ao risco.
B (II, III e IV). Errada: II e IV incorretas (não há profilaxia com NMV/r; não é para “todos”, e dialíticos têm contraindicação).
C (I e IV). Errada: IV incorreta pela profilaxia antiviral e uso inadequado do reforço vacinal como ação imediata pós-exposição.
D (II e III). Errada: II incorreta pelas razões acima.
Referências essenciais: Ministério da Saúde – PCDT Covid-19 (antivirais); OMS/WHO e CDC – manejo de surtos em LTCF; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
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