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Q3573658 Técnicas em Laboratório
Para se trabalhar em um biotério com segurança e evitar acidentes, devem ser observadas e respeitadas as regras e os procedimentos de trabalho formulados para eliminar práticas perigosas e evitar riscos desnecessários.

Sobre as questões relacionadas à biossegurança em biotérios, assinale a opção correta:
Alternativas

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Tema central: Biossegurança em biotérios (instalações para criação e uso de animais). O foco é reconhecer que o trabalho seguro exige treinamento específico, procedimentos padronizados, EPIs e responsabilidade compartilhada para prevenir acidentes, zoonoses, alergias ocupacionais e exposições químicas/radiológicas. Referências: WHO Laboratory Biosafety Manual (4ª ed.), CDC BMBL (6ª ed.), CONCEA e “Guide for the Care and Use of Laboratory Animals”.

Alternativa correta: D — Técnicos podem cuidar de mais de uma espécie, e por isso é indispensável treinamento específico por atividade e espécie, com informação clara sobre riscos e formas de prevenção (EPIs, contenção, descarte, vacinação ocupacional quando indicada, higiene e ergonomia). Diretrizes do CONCEA, WHO e BMBL reforçam que ninguém executa atividades em biotério sem capacitação prévia e contínua e sem conhecer os perigos (mordidas/arranhões, alérgenos de roedores, zoonoses como LCMV/rat-bite fever, anestésicos, radioisótopos). Isso alinha-se ao princípio de gestão de risco e à NR-32 (segurança e saúde em serviços de saúde).

Por que as demais estão incorretas:

A) Afirma que animais só oferecem risco quando “experimentalmente infectados”. Falso. Há riscos não infecciosos (mordidas, arranhões, alergia ocupacional a proteínas urinárias de roedores), infecciosos endêmicos (LCMV em roedores, Salmonella em répteis), ectoparasitas e riscos físicos/químicos do manejo. BMBL e WHO destacam que o risco existe mesmo sem infecção experimental.

B) Correta ao dizer que normas e cuidados reduzem infecção, mas erra ao afirmar que o risco de zoonose indifere da espécie. Falso. O risco varia com a espécie, procedimento e condições sanitárias (ex.: primatas não humanos têm perfil de risco distinto de roedores; peixes/zebrafish têm outros agentes). CONCEA e CDC enfatizam avaliação específica por espécie.

C) Diz que uso de EPIs elimina riscos de químicos, toxinas, radioisótopos e contatos com tecidos/maravalha. Falso. EPIs reduzem, mas não eliminam risco; são necessários controles de engenharia (capelas, ventilação), procedimentos, monitoramento e, para radioisótopos, princípios como ALARA. Maravalha pode causar alergias/asma ocupacional. WHO/BMBL deixam isso explícito.

E) Afirma que controles rígidos “reduzem as atribuições” dos profissionais. Falso. Segurança é responsabilidade contínua de todos (gestores, pesquisadores e técnicos). Controles institucionais não substituem o dever de seguir POPs, relatar incidentes e manter boas práticas (WHO, BMBL, CONCEA).

Estratégia para a prova: Desconfie de enunciados que: 1) minimizam riscos (“só há risco quando infectado”); 2) generalizam sem considerar a espécie; 3) tratam EPIs como solução única; 4) transferem a responsabilidade do indivíduo para “o sistema”. A resposta correta costuma enfatizar treinamento, multicamadas de controle e responsabilidade compartilhada.

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