A biossegurança em laboratórios químicos envolve práticas e...
I. O uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas, óculos e jalecos, reduz o risco de exposição a substâncias químicas perigosas.
II. O descarte de resíduos químicos pode ser feito no esgoto comum, desde que sejam diluídos em água, evitando impacto ambiental significativo.
III. A capela de exaustão é utilizada para manipular substâncias voláteis ou tóxicas, minimizando a exposição a vapores perigosos.
Está correto o que se afirma em:
Gabarito comentado
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Tema central: Biossegurança em laboratório químico. O objetivo é prevenir exposição ocupacional (inalação, contato cutâneo/ocular e ingestão) e impactos ambientais, aplicando a hierarquia de controles: eliminação/substituição, controles de engenharia, administrativos e, por último, EPIs. Referências úteis: WHO – Laboratory biosafety manual (4ª ed.), OSHA 29 CFR 1910.1450 (Laboratory Standard), NR-32 (MS), ABNT NBR 10004 e CONAMA 430/2011.
Gabarito: B – I e III, apenas.
Justificativa da alternativa correta
I – EPIs reduzem exposição: Luvas adequadas ao reagente (ex.: nitrila para muitos solventes), óculos de proteção/face shield e jaleco de algodão tratam vias de contato e respingos, diminuindo o risco de lesão química. EPIs não substituem capela ou procedimentos, mas são indispensáveis (OSHA; NR-32; WHO).
III – Capela de exaustão para voláteis/tóxicos: A capela química mantém fluxo de ar de frente para o interior e exaure vapores, minimizando inalação e contaminação do ambiente. Boas práticas: trabalhar com a guilhotina na altura recomendada, manter materiais a ~15 cm da borda e evitar turbulência. Não confundir com cabine de segurança biológica (voltada a aerossóis biológicos) (WHO; OSHA).
Por que a afirmativa II está incorreta
II – “Descarte no esgoto após diluição”: É tecnicamente e legalmente inadequado. O gerenciamento de resíduos químicos exige segregação, acondicionamento, rotulagem e destinação por empresa licenciada. Lançamento em esgoto só é possível para resíduos não perigosos que atendam parâmetros de efluentes após tratamento, o que exclui solventes orgânicos, metais pesados, ácidos/álcalis fortes, carcinógenos e tóxicos persistentes. Base normativa: ABNT NBR 10004 (classificação de resíduos), CONAMA 430/2011 (condições de lançamento de efluentes), RDC ANVISA 222/2018 (resíduos em serviços de saúde) e diretrizes da OMS. Ex.: tolueno, clorofórmio, formaldeído e sais de cromo não podem ser descartados por diluição.
Análise das alternativas
A (I e II): incorreta, pois inclui o descarte inadequado do item II.
B (I e III): correta, combina EPI adequado e uso de capela para voláteis/tóxicos.
C (I, II e III): incorreta, novamente por causa do item II.
D (II apenas): incorreta; II está errada e I/III estão corretas.
Estratégia de prova: desconfie de frases que “autorizam” descartar no esgoto por “diluição” — isso costuma contrariar normas. Já expressões como “capela para vapores” e “EPI reduz risco” costumam estar corretas, lembrando que EPI não substitui controles de engenharia.
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