A Doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência, res...

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Q4232520 Medicina
A Doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência, respondendo por cerca de 70% dos casos. O curso da doença é variável, mas o início é lento e a principal manifestação é a perda de memória, seguida de outros sintomas cognitivos que interferem em diversas áreas da vida do indivíduo, como familiar, profissional e social. Sobre esse assunto, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério decisivo é o estadiamento clínico da Doença de Alzheimer: a presença de comprometimento cognitivo e funcional grave, com dependência total e sinais de liberação frontal, caracteriza fase avançada e sustenta o gabarito C.

Tema central: Estadiamento do Alzheimer
Análise das alternativas
A
Errada
Errada por erro de estadiamento. Incontinência urinária e disfagia são manifestações típicas de fase avançada, não do início da Doença de Alzheimer. A fase inicial é marcada sobretudo por perda de memória recente e prejuízo funcional leve, principalmente em atividades instrumentais.
B
Errada
Errada por generalização indevida do mecanismo de morte. Pneumonia aspirativa pode ocorrer na fase avançada por disfagia neurogênica, imobilidade e grande comprometimento funcional, mas a alternativa simplifica incorretamente ao atribuir a morte, em geral, à permanência da via oral de alimentação. O problema médico central não é a via oral em si, e sim a disfagia e o estado avançado da doença.
C
Certa
A alternativa C está correta porque reúne os achados que definem a fase avançada da Doença de Alzheimer: perda cognitiva e funcional intensa, dependência total, alteração importante da linguagem, incontinência, incapacidade para deambular, acamamento e sinais neurológicos de liberação frontal, como reflexos primitivos. Esse conjunto diferencia a fase final das etapas iniciais, em que predominam déficit de memória e prejuízo funcional mais discreto, e da fase moderada, em que há piora da autonomia, mas sem esse grau de incapacidade global.
D
Errada
Errada porque subestima a dependência funcional progressiva. Na evolução da doença, o paciente passa a exigir supervisão cada vez mais estreita e, nas fases avançadas, cuidado integral. Dizer que a necessidade é apenas de supervisão parcial não corresponde ao grau real de perda funcional esperado.
E
Errada
Errada porque perda significativa de atividades instrumentais da vida diária já compromete a independência. Na fase moderada há piora cognitiva e funcional com necessidade crescente de ajuda e supervisão, podendo haver dependência também para atividades básicas. Portanto, não é correto afirmar que esse paciente ainda leva vida independente.
Pegadinha da questão
A banca misturou sinais tardios, como disfagia, incontinência, perda da marcha e reflexos primitivos, com fases iniciais ou moderadas, além de tentar fazer o candidato aceitar independência funcional onde já existe perda importante de autonomia.
Dica para questões semelhantes
  • Separe a doença em três blocos: inicial com memória e AIVD, moderada com perda crescente de autonomia, avançada com dependência total e sinais neurológicos graves.
  • Disfagia, incontinência, incapacidade de deambular, acamamento e reflexos primitivos apontam para fase avançada.
  • Perda importante de atividades instrumentais não combina com vida independente.
  • Desconfie de alternativas absolutas sobre causa de morte quando a base descreve complicações frequentes, mas não uma regra universal.

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