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Q3368347 Medicina
Qual manifestação mucocutânea é a mais característica de artrite reativa?
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Tema central: manifestações mucocutâneas da artrite reativa (ReA), uma espondiloartrite inflamatória pós-infecção (enteral ou urogenital), frequentemente associada ao HLA-B27. Além de artrite oligoarticular assimétrica de membros inferiores, são clássicas manifestações extra-articulares como conjuntivite/uveíte e lesões cutâneo-mucosas.

Alternativa correta: A – Balanite circinada. É a lesão mucocutânea mais característica da ReA, especialmente em homens: erosões superficiais, indolores, com bordas serpiginosas na glande, de aspecto anelar (“circinado”). Embora não seja exclusiva, é altamente sugestiva no contexto de artrite inflamatória pós-infecção. Outras lesões típicas da ReA incluem keratoderma blenorrhagicum (pústulo-hiperqueratóticas em palmas/plantas) e úlceras orais superficiais. Referências: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Reactive arthritis).

Como chegar à resposta na prova: ao ver termos como “balanite circinada” ou “keratoderma blenorrhagicum” associados a artrite pós-uretrite/diarreia, pense em ReA. Palavras-chave cutâneas de outras doenças (Gottron, urticária típica, úlceras digitais) ajudam a excluir.

Análise das alternativas incorretas:

B – Retite com microulcerações: sugere proctite (p.ex., DSTs ou doença inflamatória intestinal). A ReA cursa com uretrite/cervicite como parte da tríade, não com proctite ulcerada como manifestação “mucocutânea” típica.

C – Urticária em superfícies extensoras: urticária são vergões transitórios pruriginosos; lesões em extensoras lembram mais dermatite herpetiforme (doença celíaca) do que ReA. Na ReA, as lesões cutâneas são hiperqueratóticas/pustulosas (keratoderma) ou erosivas (balanite), não urticariformes.

D – Erupções eritemato-violáceas sobre metacarpofalangeanas: descrição típica das pápulas de Gottron na dermatomiosite, não de ReA.

E – Úlceras em polpas digitais: mais compatíveis com esclerose sistêmica (isquemia/vasoespasmo) ou vasculites. Não constituem achado clássico na ReA.

Diagnóstico na prática: clínico-epidemiológico: artrite oligoarticular de membros inferiores, entesite/dactilite, antecedente de uretrite por Chlamydia ou gastroenterite (Salmonella, Shigella, Yersinia, Campylobacter) 1–4 semanas antes. Exames: hemograma e PCR/VHS elevados; líquido sinovial inflamatório e estéril; NAAT para Chlamydia; coprocultura quando indicado; HLA-B27 pode apoiar, não é obrigatório. Fontes: UpToDate; Harrison; revisões SBR/EULAR sobre espondiloartrites.

Tratamento (resumo): AINEs são primeira linha; infiltração com corticosteroide em articulação/entese; antibiótico se infecção por Chlamydia ativa; casos persistentes: sulfassalazina ou biológicos anti-TNF conforme diretrizes de espondiloartrites (EULAR/SBR).

Dica de prova: se aparecer “balanite circinada” ou “keratoderma blenorrhagicum”, associe de imediato a artrite reativa.

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