O teste do sulco-dragona quando está positivo leva à hipóte...
Gabarito comentado
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Tema central: avaliação clínica do ombro por testes físicos. O teste do sulco (sulcus sign ou “sulco-dragona”) pesquisa instabilidade glenoumeral, sobretudo inferior e frequentemente parte de uma instabilidade multidirecional por frouxidão capsuloligamentar.
Alternativa correta: D – Instabilidade glenoumeral
No teste, traciona-se o braço do paciente para baixo com o ombro em posição neutra. A formação de um “sulco” abaixo do acrômio indica tradução inferior da cabeça umeral, sinal de frouxidão da cápsula/inferior glenoumeral. É mais significativo se reproduz sintomas (desconforto/apreensão) e quando comparado ao lado contralateral. Esse achado integra a avaliação de instabilidade multidirecional junto a testes como load-and-shift e apreensão/realocação (mais para instabilidade anterior). Referências: UpToDate (Multidirectional shoulder instability), Rockwood & Matsen’s Shoulder and Elbow.
Por que as outras estão incorretas?
A) Bursite subacromial: cursa com dor no arco doloroso e testes de impacto (Neer, Hawkins-Kennedy) positivos. O sulcus sign não é marcador de impacto subacromial.
B) Capsulite adesiva (ombro congelado): há restrição global dos movimentos ativos e passivos, sem hiperlaxidez. Testes de instabilidade costumam ser negativos. O sulco não aparece porque a cápsula está rígida, não frouxa.
C) Ombro de Milwaukee: artropatia destrutiva por cristais (hidroxiapatita) associada a rotura maciça do manguito em idosos; caracteriza-se por derrame hemático, destruição e migração superior, não por instabilidade inferior ao tracionar.
E) Rotura do manguito rotador: sugere-se por testes específicos (Jobe, Patte, drop arm, external rotation lag) e perda de força; pode haver migração superior da cabeça umeral, não um “sulco” inferior típico de instabilidade.
Estratégias de prova: associar “sulco” a laxidade/instabilidade inferior. Lembre-se de comparar lados e de que laxidade assintomática existe; valorize quando há sintomas de instabilidade (apreensão, sensação de saída do ombro).
Confirmação diagnóstica e conduta (resumo): história de “soltura”, subluxações, dor ao tracionar; exame com sulcus positivo e outros testes de instabilidade. Radiografias podem ser normais; RM artrográfica pode mostrar redundância capsular. Tratamento inicial: fisioterapia para estabilizadores dinâmicos (manguito e escápula); falha clínica pode indicar plicatura capsular. (UpToDate; AAOS/ASES consensos).
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