A melhor metodologia para pesquisar anti-DNA nativo (dupla-...

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Q3368336 Medicina
A melhor metodologia para pesquisar anti-DNA nativo (dupla-hélice) é:
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Tema central: A questão trata da melhor metodologia para a pesquisa de anticorpos anti-DNA nativo (dupla-hélice), exame fundamental para o diagnóstico do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES). Esses autoanticorpos são altamente específicos da doença, sendo utilizados tanto para confirmação diagnóstica quanto monitoramento da atividade do LES.

Justificativa da alternativa correta (D - Imunofluorescência indireta):

A imunofluorescência indireta (IFI), usando o protozoário Crithidia luciliae como substrato, representa o método padrão-ouro para a detecção dos anticorpos anti-DNA nativo. Isso se deve ao alto grau de especificidade e sensibilidade dessa técnica, já que o cinetoplasto do protozoário possui apenas DNA de dupla-hélice, minimizando reatividades cruzadas.

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Lúpus Eritematoso Sistêmico (Ministério da Saúde): “A pesquisa de anticorpos anti-DNA nativo (dupla-hélice) é realizada preferencialmente por imunofluorescência indireta, utilizando Crithidia luciliae como substrato.”

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Imunodifusão dupla: Técnica com baixa sensibilidade, indicada para anticorpos de alta concentração, não sendo adequada ou sensível para anti-DNA nativo.
  • B) ELISA: De uso amplo, porém apresenta menor especificidade para DNA de dupla-hélice, havendo risco maior de resultados falso-positivos.
  • C) Nefelometria: Não detecta anticorpos antinucleares específicos; é indicada para quantificação de proteínas no soro (ex: imunoglobulinas).
  • E) Imunofluorimetria: Técnica sensível, mas pouco empregada para essa finalidade, pois não atinge a especificidade exigida para anti-DNA nativo.

Pontos de atenção: Destaco que a principal pegadinha está nas alternativas com técnicas semelhantes (imunofluorescência x imunofluorimetria), exigindo que o candidato conheça a técnica clássica com Crithidia luciliae, recomendada em normativas e consensos.

Dica de prova: Sempre atente para o termo “nativo” (dupla-hélice): somente a IFI com o substrato correto traz a especificidade necessária, elemento enfatizado em protocolos nacionais e em manuais de referência como Harrison’s Principles of Internal Medicine e Uptodate.

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