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Q2740602 Medicina

Com relação ao tratamento cirúrgico da doença de Parkinson, assinale a alternativa correta.

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Tema Central: A questão aborda o tratamento cirúrgico da doença de Parkinson, com foco na estimulação cerebral profunda (DBS - Deep Brain Stimulation), um procedimento que alivia sintomas motores da doença.

Justificativa da Alternativa Correta (A):

A estimulação cerebral profunda (DBS) é uma técnica cirúrgica utilizada para tratar sintomas da doença de Parkinson, especialmente quando os medicamentos não são mais eficazes. Esta técnica envolve a implantação de eletrodos em áreas específicas do cérebro, como o núcleo subtalâmico ou o globo pálido, que são então conectados a um gerador de pulso implantado sob a pele, geralmente no tórax.

O DBS pode melhorar significativamente o tremor, a rigidez e a bradicinesia, que são os principais sintomas motores da doença de Parkinson. Estudos demonstram que pacientes submetidos a DBS apresentam melhora na qualidade de vida, com redução dos sintomas motores e, frequentemente, uma diminuição na necessidade de medicamentos antiparkinsonianos (Harrison’s Principles of Internal Medicine, UpToDate).

Análise das Alternativas Incorretas:

B - "A demência costuma melhorar com a estimulação cerebral profunda." Esta afirmação é incorreta. Embora o DBS seja eficaz para sintomas motores, ele não melhora a demência associada à doença de Parkinson e pode até exacerbar problemas cognitivos em alguns pacientes (diretrizes da Movement Disorder Society).

C - "Se o paciente usa marca-passo cardíaco, o mesmo aparelho pode ser usado para estimular também o cérebro." Esta alternativa está errada. Os dispositivos para DBS são específicos para esse propósito e não podem ser substituídos ou combinados com marca-passos cardíacos, que têm funções e localizações diferentes.

D - "Tanto a estimulação cerebral profunda quanto a palidotomia devem ser feitas sob anestesia geral." A maioria dos procedimentos de DBS é realizada com anestesia local ou sedação leve, pois é importante monitorar os sintomas do paciente durante a cirurgia para garantir o posicionamento correto do eletrodo. A palidotomia, por sua vez, pode ser feita sob anestesia geral, mas não a DBS.

E - "O paciente que nunca teve melhora com L-dopa é o mais indicado para cirurgia, seja por estimulação seja por palidotomia." Esta afirmação está incorreta. A indicação para DBS geralmente é para pacientes que respondiam bem à levodopa, mas cujo controle dos sintomas se tornou inadequado devido a flutuações motoras ou discinesias. Pacientes que nunca responderam à levodopa geralmente têm formas atípicas de parkinsonismo, para as quais a DBS não é eficaz.

Conclusão: A alternativa A é a correta, pois reflete a eficácia da estimulação cerebral profunda nos sintomas motores da doença de Parkinson.

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⚕️QUESTÃO SOBRE TRATAMENTO CIRÚRGICO DA DOENÇA DE PARKINSON

✅ALTERNATIVA CORRETA: A A estimulação cerebral profunda pode trazer melhoras tanto no tremor quanto na rigidez e na bradicinesia.

✏️JUSTIFICATIVA.

A estimulação cerebral profunda (ECP) é uma técnica cirúrgica eficaz no tratamento da doença de Parkinson, especialmente em pacientes com sintomas motores refratários aos medicamentos. A ECP é realizada implantando eletrodos em áreas específicas do cérebro, como o núcleo subthalamico ou o globo pálido interno, proporcionando melhorias significativas no controle de tremores, rigidez muscular e bradicinesia. Embora a ECP seja eficaz no controle de sintomas motores, não melhora a demência associada à doença de Parkinson.

⚠️ANÁLISE DAS DEMAIS ALTERNATIVAS

❌ [B]: A demência associada à doença de Parkinson não tende a melhorar com a estimulação cerebral profunda (ECP). A ECP é eficaz principalmente para sintomas motores, como tremores e rigidez, mas não tem impacto significativo sobre as deficiências cognitivas ou demenciais.

❌ [C]: O marca-passo cardíaco e a estimulação cerebral profunda são dispositivos distintos. O marca-passo é usado para regular a frequência cardíaca, enquanto a ECP é uma técnica neurológica para tratar a doença de Parkinson. Eles não podem ser combinados no mesmo aparelho.

❌ [D]: A estimulação cerebral profunda é geralmente realizada sob anestesia local, com sedação, pois o paciente precisa estar consciente durante o procedimento para que os efeitos da estimulação sejam testados em tempo real. A palidotomia, por outro lado, pode ser realizada sob anestesia geral, mas a estimulação cerebral não requer.

❌ [E]: O paciente que nunca teve melhora com L-dopa não é o mais indicado para cirurgia. A estimulação cerebral profunda é indicada para pacientes que têm uma boa resposta inicial à L-dopa, mas que depois desenvolvem flutuações motoras ou efeitos colaterais. A cirurgia é mais eficaz nesses casos do que em pacientes com resposta nula à L-dopa.

RESUMO:

A estimulação cerebral profunda é eficaz para controlar os sintomas motores da doença de Parkinson, incluindo tremores, rigidez e bradicinesia, sendo indicada para pacientes com resposta inadequada aos medicamentos.

‼️PONTOS CHAVE

◊ A estimulação cerebral profunda melhora tremores, rigidez e bradicinesia, mas não afeta demência.

◊ A ECP é geralmente feita sob anestesia local e não necessita de anestesia geral.

◊ A palidotomia pode ser realizada sob anestesia geral, mas a ECP não.

◊ Pacientes com boa resposta inicial à L-dopa são mais indicados para a cirurgia do que aqueles que não responderam ao tratamento.

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