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É comum a associação entre monoparentalidade, gênero, etnia e pobreza. Essa associação, segundo Faller Vitale (2002), acaba por gerar alguns estigmas sobre as mulheres. Quais são esses estigmas?
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Para resolver essa questão, precisamos compreender como a monoparentalidade, muitas vezes associada ao gênero e à etnia, pode gerar estigmas, especialmente em relação às mulheres. Este é um tema relevante na área de proteção social, pois influencia as políticas públicas voltadas para a criança, o adolescente e a família.
De acordo com Faller Vitale (2002), a associação entre monoparentalidade e pobreza gera estigmas que afetam principalmente as mulheres, sugerindo que elas seriam menos capazes de cuidar de suas famílias do que os homens. Vamos analisar as alternativas para entender melhor como esses estigmas são apresentados.
Alternativa Correta: A - Os de que as mulheres são menos capazes do que os homens para cuidar de suas famílias e são as responsáveis pelas famílias.
Essa alternativa reflete os estigmas mencionados por Faller Vitale (2002). Na sociedade, frequentemente se pressupõe que as mulheres são as principais responsáveis pela criação dos filhos, mas também se questiona sua capacidade em relação aos homens. Este duplo padrão é um estigma social bem documentado.
Análise das Alternativas Incorretas:
B - Os de que as mulheres são incapazes de cuidar de suas famílias e não são responsáveis pelas famílias.
Esta alternativa está incorreta porque nega a responsabilidade que a sociedade geralmente atribui às mulheres na criação dos filhos, embora questione sua capacidade.
C - Os de que mulheres pobres são menos capazes do que homens pobres para cuidar de suas famílias e de que estas são responsáveis pelas suas famílias.
Embora mencione a questão econômica, não é a pobreza exclusivamente que gera o estigma de incapacidade. O estigma é mais amplo e não necessariamente depende do contexto econômico.
D - Os de que os homens não são capazes, sozinhos, de cuidar de suas famílias e de que as mulheres pobres são as únicas capazes.
Isso não reflete o estigma discutido por Faller Vitale, que é focado na comparação de capacidades entre homens e mulheres.
E - Os de que mulheres e homens pobres são incapazes de cuidar de suas famílias e de que ambos não são responsáveis por estas.
Esse enunciado não se alinha ao texto de Faller Vitale, porque iguala a percepção de incapacidade entre homens e mulheres, o que não é o foco da análise.
Estratégias para Responder:
Ao interpretar questões de concurso, é fundamental identificar os conceitos principais destacados no texto. Neste caso, o foco é a relação entre gênero, monoparentalidade e estigmatização. A habilidade de reconhecer padrões sociais e suas consequências é essencial.
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Comentários
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A autora aborda essa questão centralmente no seu artigo/capítulo intitulado "Monoparentalidade Feminina e Pobreza" (frequentemente citado em obras de 2002 e 2003).
Embora o texto varie conforme a edição, o trecho que fundamenta a questão segue esta linha de raciocínio:
"A associação entre monoparentalidade, gênero, etnia e pobreza acaba por gerar estigmas sobre as mulheres: o de que são menos capazes do que os homens para cuidar de suas famílias e, contraditoriamente, o de que são as únicas responsáveis pelas mesmas."
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