Rosário, a feiticeira andaluza, estava há muitos anos
lutando contra os demônios. O pior dos satanases tinha sido
seu sogro. Aquele malvado tinha morrido estendido na cama,
na noite em que blasfemou*, e o crucifixo de bronze soltou-se
da parede e quebrou-lhe o crânio.
Rosário se ofereceu para desendemoniar-nos. Jogou no
lixo a nossa bela máscara mexicana de Lúcifer e esparramou
uma fumaçarada de arruda, manjerona e louro bendito. Depois
pregou na porta uma ferradura com as pontas para fora,
pendurou alguns alhos e derramou, aqui e acolá, punhadinhos
de sal e montões de fé.
– Ao mau tempo, cara boa, e para a fome, viola – disse.
E disse que dali para a frente era conosco, porque a
sorte não ajuda quem não a ajuda a ajudar.
(Eduardo Galeano, O livro dos abraços. Adaptado)
*Proferiu palavras ofensivas à divindade.
Na pronúncia, as palavras “mau” e “porque”, destacadas
nos dois últimos parágrafos do texto, muitas vezes não
se distinguem de “mal” e “por que”, o que acaba por refletir-se
em emprego inadequado delas, na escrita. Assinale
a alternativa em que essas palavras estão corretamente
empregadas no contexto.
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
Treine mais com um simulado focado no seu concurso. Criar simulado
teste
Parabéns! Você acertou!
Está mandando bem! Treine mais em um simulado completo. Criar simulado