Se a intenção for manter a autenticidade, "explore" outros ...

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Q3792439 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.


Por que nossas fotos da Lua geralmente ficam horríveis 


Quando a superlua aparece no céu, o espetáculo é impressionante a olho nu, mas as fotos feitas com o celular costumam sair borradas. Isso não ocorre por falta de habilidade, e sim por limitações técnicas do aparelho, embora algumas orientações possam melhorar o resultado.


O principal problema é a superexposição à luz. Como a Lua aparece pequena em um fundo escuro, o celular interpreta a cena como noturna, mas a parte fotografada está iluminada pelo Sol. O resultado é um borrão claro e sem detalhes. Uma solução é fotografar logo após o crepúsculo, quando há menos contraste entre a Lua e o céu.


É possível também ajustar manualmente a exposição por meio de aplicativos ou do modo profissional do celular, controlando o ISO e a velocidade do obturador. Testar diferentes configurações ajuda a encontrar o melhor equilíbrio.


Outro fator é que, embora a Lua pareça grande a olho nu, ela ocupa um espaço mínimo no campo de visão das câmeras do celular. Isso é reforçado pela "ilusão lunar", que faz a Lua parecer maior quando está próxima ao horizonte. Por isso, na foto, ela aparece muito pequena. O uso do zoom nem sempre resolve, pois a maioria dos celulares utiliza zoom digital, que apenas recorta a imagem e reduz a qualidade. Alguns modelos possuem zoom óptico mais eficiente. Também é possível acoplar o celular a um telescópio, mesmo simples, para revelar mais detalhes. Para evitar tremores, recomenda-se usar tripé, apoiar o aparelho ou acionar o temporizador.


Mesmo sem ampliar a Lua, ainda é possível apostar na criatividade, enquadrando-a com elementos em primeiro plano. Especialistas lembram que fotografar apenas a Lua é comum, mas composições criativas dão mais identidade à imagem.


Por fim, alguns celulares usam inteligência artificial para melhorar as fotos, o que cria expectativas irreais. Se a intenção for manter a autenticidade, explore outros alvos do céu noturno, como a Via Láctea, auroras ou cometas, que se adaptam melhor às características das câmeras de smartphone.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cde6dpj1686o.adaptado.

Se a intenção for manter a autenticidade, "explore" outros alvos do céu noturno, como a Via Láctea.
Considerando a interação entre o período condicional e o uso pragmático do verbo destacado, é correto afirmar que a forma verbal "explore" configura-se como 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Na gramática normativa, para formas dirigidas a você, o imperativo afirmativo pode coincidir formalmente com o presente do subjuntivo. No enunciado, "explore" é usado para orientar o interlocutor sobre o que fazer caso queira manter a autenticidade, de modo que a oração com "se" apenas condiciona a orientação e não altera o valor injuntivo da oração principal.

Tema central: Modo verbal
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a presença de "se" não cria, no caso, um "modo condicional" para o verbo principal. A oração inicial apenas estabelece a condição da recomendação. Além disso, a base é expressa ao afirmar a inexistência dessa classificação como solução técnica aplicável ao caso.
B
Errada
Está errada porque o enunciado não relata fato, não descreve ocorrência objetiva e não formula expectativa em sentido declarativo. O verbo destacado orienta o interlocutor sobre a conduta a adotar. Isso exclui o modo indicativo, que foi indevidamente atribuído pela alternativa.
C
Certa
A alternativa C acerta porque distingue dois planos que a questão exigia separar: a forma verbal e o seu emprego no contexto. "Explore" tem forma coincidente com o presente do subjuntivo, mas, no período dado, funciona como recomendação dirigida ao leitor, com sentido de comando/orientação. Esse valor pragmático é injuntivo, próprio do imperativo, e não descritivo nem hipotético.
D
Errada
Está errada porque a coincidência formal com o presente do subjuntivo não basta para classificar o emprego como subjuntivo. No contexto, "explore" não é o núcleo de uma hipótese ou eventualidade na oração principal; ele expressa comando/recomendação. Prevalece, portanto, o valor enunciativo imperativo sobre a mera identidade formal.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre forma verbal coincidente com o presente do subjuntivo e efetivo emprego em imperativo, além da falsa ideia de que a presença de "se" transformaria o verbo principal em condicional ou necessariamente em subjuntivo.
Dica para questões semelhantes
  • Separe forma morfológica e função no enunciado: a mesma forma pode coincidir com o subjuntivo e, ainda assim, exercer valor imperativo.
  • Verifique se o verbo descreve um fato ou orienta o interlocutor; se houver recomendação, ordem ou instrução, o valor tende a ser imperativo.
  • A oração introduzida por "se" pode apenas condicionar a orientação, sem mudar o modo da oração principal.
  • Não classifique o verbo apenas pela aparência formal; o contexto pragmático decide quando há emprego injuntivo.

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Comentários

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GABARITO: C

O imperativo aí utilizado tem expresso valor diretivo: ele direciona o ouvinte/leitor.

EXPLORE outros alvos do céu noturno, como a Via Láctea, SE a intenção for manter a autenticidade.

Além disso, sua forma morfológica, isto é, como ele se apresenta, como é sua estrutura visível, é, nitidamente, do modo subjuntivo: que ele explore.

no entanto, não está sendo empregado neste modo, e sim no modo imperativo.

OBS: não existe modo verbal condicional.

VERBO NA TERCEIRA PESSOA DO SINGULAR = ORDEM = IMPERATIVO.

CANTE, DANCE, FALE, JOGUE, PULE, EXPLORE

Que tu explore! Um verbo imperativo, uma ordem. Pense assim que ajuda a acertar

Modo imperativo, expressa ordem, mas também tem a forma do modo subjuntivo que eu explore.

Se a intenção for manter a autenticidade, "explore" outros alvos do céu noturno, como a Via Láctea.

Considerando a interação entre o período condicional e o uso pragmático do verbo destacado, é correto afirmar que a forma verbal "explore" configura-se como 

Alternativas

A

modo condicional, já que a presença do "se" introduz relação de dependência lógica que, em tese, permitiria interpretar a ação verbal como consequência hipotética condicionada ao cumprimento da premissa enunciada.

  • EXPLORE NÃO É HIPOTÉTICO

B

modo indicativo, visto que o enunciado pode ser interpretado como expressão de expectativa objetiva segundo a qual o leitor, ao cumprir a condição inicial, realizará a ação descrita pelo verbo destacado. 

C

modo imperativo de valor diretivo, cuja forma coincide morfologicamente com o presente do subjuntivo, mas cujo emprego no enunciado produz orientação expressa ao interlocutor.

  • eu quero que você explore = Imperativo
  • toma que você explore = Presente Subjuntivo

D

modo subjuntivo, pois a forma verbal retoma estrutura potencial pendente da condição expressa na oração introdutória e, por isso, vincula-se semanticamente ao cenário hipotético formulado pelo enunciador. 

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