Um servidor público, ao tomar posse em um cargo de confianç...

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Q3363942 Direito Administrativo
Um servidor público, ao tomar posse em um cargo de confiança, depara-se com uma situação em que um colega de longa data solicita a ele a antecipação de um processo licitatório, alegando que isso beneficiaria um amigo em comum. O servidor sabe que a antecipação do processo pode configurar favorecimento pessoal e violação aos princípios da administração pública.

Diante disso, qual deve ser a conduta ética mais adequada para o servidor público?
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O art. 37, caput, da Constituição Federal exige que a atuação administrativa observe a impessoalidade e a moralidade. Como o pedido de antecipação visa beneficiar um amigo, a alternativa C é a que melhor se ajusta a esses princípios.

Tema central: Impessoalidade e moralidade administrativa
Análise das alternativas
A
Errada
Adota o vínculo de amizade como justificativa para conceder privilégio administrativo. Esse critério contraria a impessoalidade e a moralidade exigidas pelo art. 37, caput, da Constituição Federal.
B
Errada
Prosseguir regularmente evita o favorecimento, mas apenas ignorar o pedido não explicita sua rejeição nem esclarece ao solicitante a incompatibilidade da finalidade pessoal com a impessoalidade e a moralidade, como faz C. A distinção é de adequação ética ao comando da questão: a base não permite afirmar que a ausência de comunicação ao superior constitua, isoladamente, infração jurídica, nem que o art. 37 imponha esse procedimento.
C
Certa
A alternativa C concretiza a impessoalidade ao rejeitar a amizade como critério de tratamento privilegiado e a moralidade ao impedir que a atuação funcional seja dirigida ao favorecimento pessoal. A orientação ao colega esclarece esses limites constitucionais. Trata-se de aplicação dos princípios ao caso, e não de comando literal do art. 37 para orientar o solicitante.
D
Errada
O encaminhamento à chefia não afasta a finalidade de favorecimento pessoal. Impessoalidade e moralidade vinculam também o superior hierárquico; transferir a decisão sem enfrentar essa finalidade não torna legítimo o atendimento do pedido.
E
Errada
A ausência de consequências negativas para o servidor não legitima o favorecimento. A observância da impessoalidade e da moralidade independe do risco pessoal de responsabilização, permanecendo vedado usar a amizade como critério de privilégio administrativo.
Pegadinha da questão
Confundir antecipação para favorecer um amigo com simples celeridade administrativa. Na comparação entre B e C, também é indevido presumir um dever universal de comunicação à chefia: C se sustenta pela recusa expressa e pelo esclarecimento dos limites éticos.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique a finalidade do tratamento diferenciado: a amizade não é critério legítimo para conceder privilégio administrativo.
  • Não considere que o encaminhamento à chefia elimina a incompatibilidade do pedido com a impessoalidade e a moralidade.
  • Não presuma dever específico de comunicação sem indicação do regime aplicável; diferencie a melhor resposta ética de uma infração jurídica demonstrada.

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Comentários

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Pra n zerar

Kkkkkkkkk

essa banca aí que vai fazer CFO da bmrs??????

confia

Comentário:

O servidor público deve agir de acordo com os princípios da administração pública, especialmente impessoalidade, moralidade e legalidade. Atender a pedidos de favorecimento pessoal, mesmo que seja de um amigo, configura conflito de interesse e violação ética. A conduta adequada é recusar o pedido e orientar sobre os princípios da administração, reforçando que decisões devem ser tomadas com base na lei e no interesse público, evitando favorecimentos ou vantagens indevidas.

Resposta correta:

C) Recusar o pedido do colega e orientá-lo sobre os princípios da administração pública, destacando a importância da impessoalidade e da moralidade.

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