As análises de alimentos normalmente são realizadas por meio...

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Ano: 2016 Banca: IFB Órgão: IFB
Q1234454 Agropecuária
As análises de alimentos normalmente são realizadas por meio de procedimentos químicos em laboratório, de forma a representar suas principais frações, apresentando uma análise geral dos seus constituintes. Sendo assim, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas

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Alternativa correta: E

Tema central da questão: A questão trata dos métodos laboratoriais de análise de alimentos, fundamentais na pecuária para avaliar a qualidade e adequação dos alimentos fornecidos aos animais. Entender como cada fração (proteína, gordura, cinzas, etc.) é determinada auxilia o técnico a interpretar laudos e tomar decisões nutricionais acertadas.

Resumo teórico:
Os alimentos analisados em laboratório são divididos em frações principais — matéria seca, proteína bruta, extrato etéreo (gorduras), fibra, cinzas (matéria mineral). Cada uma possui métodos próprios de análise, padronizados por órgãos como a AOAC (Association of Official Analytical Chemists), amplamente referenciados em manuais como o Manual de Laboratório de Análise de Alimentos e Nutrição Animal (Silva & Queiroz).

Justificativa da alternativa correta (E):
A análise de matéria mineral (cinzas) consiste em incinerar a amostra para eliminar a matéria orgânica, restando os minerais totais. Este método não identifica os minerais individualmente, apenas fornece o teor total.
A determinação das cinzas é importante para o cálculo da matéria orgânica (MO = MS - cinzas) e para o cálculo do CNF (carboidratos não fibrosos), fundamental em balanços nutricionais. (Fonte: Silva & Queiroz, 2002).

Análise das alternativas incorretas:

A: Errado. Na determinação de proteína (método Kjeldahl), a digestão ácida ocorre antes da destilação. Na destilação, o amônio é liberado com álcali, não durante a digestão.

B: Parcialmente verdadeiro, porém o extrato etéreo não mensura apenas gordura; inclui outras substâncias solúveis em éter, como ceras e pigmentos. Por isso, não é uma medida perfeita de gordura.

C: Errado. O sulfito de sódio não é utilizado para solubilizar amido em análises de alimentos; métodos para amido requerem outras etapas químicas.

D: Errado. Para alimentos com baixa umidade, normalmente não é necessário pré-secagem em estufa, pois eles já possuem pouca água.

Estrategias para acertar esse tipo de questão:
Sempre associe os procedimentos laboratoriais às suas etapas típicas e desconfie de termos absolutos como “perfeito”, “apenas”, “necessariamente” em alternativas. Leia atentamente o que cada método realmente mede e quais são suas limitações.

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Segundo Embrapa - https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/884369/1/doc136alimentacaoderuminantes.pdf

(A) Proteína bruta (PB): É determinada indiretamente a partir do valor de nitrogênio total (N), o qual é determinado por um método que se baseia em três etapas: digestão, destilação e titulação. A matéria orgânica existente na amostra é digerida com ácido sulfúrico e um catalizador para que o nitrogênio seja transformado em sal amoniacal (sulfato de amônio). A amostra digerida em ácido é resfriada, diluída em água destilada e alcalinizada com hidróxido de sódio em destilador do tipo Kjeldahl que condensa a amônia desprendida da amostra. A amônia é recuperada em uma solução de ácido bórico e titulada com ácido clorídrico padronizado. Após determinar o N, o teor de PB é estimado multiplicando-se pelo fator de conversão de 6,25, considerando-se que a proporção de N nas proteínas das plantas é igual a 16% (CAMPOS et al., 2004)

(B) Extrato etéreo (EE): A determinação do EE é feita, na maioria dos casos, pela extração com solventes como, por exemplo, o éter em aparelho do tipo Soxhlet, seguida da remoção por evaporação ou destilação do solvente empregado. O resíduo obtido não é constituído unicamente por lipídios, mas por todos os compostos que, nas condições da determinação, possam ser extraídos pelo solvente. Estes conjuntos incluem os ácidos graxos livres, ésteres de ácidos graxos, as lecitinas, as ceras, os carotenóides, a clorofila e outros pigmentos, além dos esteróis, fosfatídios, vitaminam A e D, óleos essenciais, etc. (ZENEBON et al., 2008).  

(D) A determinação da MS é feita em laboratório utilizando em torno de 1,0 g de amostra moída, a qual deve ser seca em estufa de circulação forçada de ar à temperatura de 100 ºC-105 ºC por 12 horas. No caso dos volumosos úmidos, a MS deve ser determinada em amostras pré-secas em estufa de circulação forçada a 55 ºC-60 ºC por 72 horas ou até que o peso da amostra fique constante (ZENEBON et al., 2008).

(E) Matéria mineral (MM) ou cinzas: A matéria mineral (MM) ou cinzas é o nome dado ao resíduo obtido por aquecimento da amostra seca em temperatura próxima a 550 ºC-570 °C. Nem sempre este resíduo representa toda a substância inorgânica presente na amostra, pois alguns sais podem se perder por volatilização. Extrativo não nitrogenado (ENN), também conhecido como Carboidratos Não Fibrosos (CNF): Representa “teoricamente” os carboidratos não estruturais e de mais fácil digestão, como os açúcares, o amido e a pectina. É obtido subtraindo-se de 100 a soma de PB, FB, EE e MM (expressos em porcentagem de MS), então: ENN = 100 – (PB+FB+EE+MM). 

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