A aplicação dos princípios de imparcialidade e confidenciali...
Gabarito comentado
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Tema central: aplicação prática dos princípios de imparcialidade e confidencialidade na gestão da qualidade de laboratórios conforme a NBR ISO/IEC 17025:2017 (ABNT). Esses princípios garantem resultados técnicos objetivos e proteção das informações do cliente.
Gabarito: A
Por que a alternativa A está correta? A NBR ISO/IEC 17025 exige que o laboratório:
- Atue com imparcialidade (cláusula 4.1), identificando e controlando riscos que possam influenciar os resultados. Manter ensaios em condições controladas reduz influências externas (ambientais, operacionais ou organizacionais) que poderiam introduzir viés.
- Proteja a confidencialidade (cláusula 4.2), salvaguardando dados, resultados e informações do cliente por meio de políticas, controles de acesso e acordos de confidencialidade.
Assim, a alternativa integra os dois pilares: controle técnico-operacional que preserva a objetividade e mecanismos formais de proteção das informações do cliente. Referências: ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017, ILAC P15.
Análise das alternativas incorretas
B) “Restringir comunicação com entidades externas” é excessivo e desalinhado com a norma. A ISO/IEC 17025 requer comunicação adequada com clientes e partes interessadas (p.ex., revisão de pedidos, relatório de resultados – cláusulas 7.1 e 7.8). O correto é gerenciar conflitos de interesse, não proibir comunicação.
C) “Limitar acesso a áreas para manter confidencialidade” é medida de segurança física útil, mas parcial. Confidencialidade exige também controle de informações (dados e resultados), políticas e TI (cláusula 7.11), além de não abordar a imparcialidade. Logo, insuficiente para cumprir os dois princípios.
D) “Auditorias externas frequentes” não são o mecanismo primário de imparcialidade. A norma prevê auditorias internas (8.8) e avaliações externas periódicas por organismos de acreditação (ISO/IEC 17011), mas a gestão contínua de riscos à imparcialidade é responsabilidade da direção (4.1.4), não depende de frequência aumentada de auditorias.
E) “Proteger a propriedade intelectual do laboratório” é válido em segurança da informação, porém o requisito de confidencialidade na 17025 foca prioritariamente nas informações do cliente e não contempla a imparcialidade. Portanto, não atende ao escopo da pergunta.
Estratégia de prova: busque opções que abordem simultaneamente os dois princípios. Desconfie de palavras absolutas (“restrição”, “frequentes”, “rígidos”) e de focos deslocados (p.ex., propriedade intelectual do laboratório em vez de dados do cliente). Lembre: 4.1 = imparcialidade (gestão de riscos e independência); 4.2 = confidencialidade (proteção de informações do cliente).
Termos-chave: Imparcialidade = ausência de viés e de conflitos de interesse; Confidencialidade = proteção de dados, resultados e informações do cliente.
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