Primigesta, 22 anos de idade, 34 semanas e 3 dias de gravid...

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Q4237456 Medicina
Primigesta, 22 anos de idade, 34 semanas e 3 dias de gravidez, comparece ao pronto atendimento com queixa de dor em baixo ventre há 2 dias, que se intensificou na última hora. Nega perdas vaginais. Nega sintomas urinários. Tem registro em cartão de pré-natal de sorologias de 3º trimestre negativas, não coletou pesquisa de Estreptococo B. Ao exame, apresenta bom estado geral, corada, PA de 122×84 mmHg, FC de 92 bpm, abdome gravídico, altura uterina de 28 cm, cefálico, dorso à esquerda, dinâmica uterina 2 contrações moderadas em 10 minutos, BCF presente de 156 bpm. Ao toque vaginal, colo médio, medianizado, 3 cm de dilatação, bolsa íntegra. A conduta imediata recomendada no pronto atendimento é: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O caso reúne trabalho de parto prematuro em gestante de 34 semanas e 3 dias, com contrações regulares e dilatação cervical de 3 cm, além de rastreio para GBS não coletado. Nessa situação, a base indica profilaxia antibiótica intraparto por risco de doença neonatal precoce e não recomenda tocólise rotineira apenas para prolongar a gestação, o que sustenta a alternativa C.

Tema central: Trabalho de parto prematuro tardio
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque escopolamina não trata trabalho de parto prematuro nem substitui a conduta indicada no contexto de parto antes de 37 semanas com GBS desconhecido. O quadro não é apenas dor abdominal: há contrações regulares e dilatação cervical de 3 cm, caracterizando trabalho de parto em evolução.
B
Errada
Está errada porque a alternativa propõe inibição do trabalho de parto, e a base informa que, após 34 semanas, a tocólise não é rotineiramente indicada apenas para prolongar a gestação, sobretudo com trabalho de parto já instalado. Além disso, não contempla a profilaxia antibiótica intraparto para GBS, indicada neste cenário.
C
Certa
A alternativa C é a correta porque a paciente já está em trabalho de parto prematuro verdadeiro: há contrações uterinas associadas a modificação cervical, com colo dilatado em 3 cm. Como está com menos de 37 semanas e não houve coleta de estreptococo do grupo B, a base indica profilaxia antibiótica intraparto, e a ampicilina EV é uma forma aceitável desse esquema. Além disso, com 34 semanas e 3 dias, a tocólise não é conduta rotineira e não há indicação obstétrica ou fetal objetiva para cesárea imediata.
D
Errada
Está errada porque não há hipertensão grave, eclâmpsia, sofrimento fetal agudo, descolamento placentário ou outra indicação materna ou fetal objetiva para sulfato de magnésio ou cesárea imediata. A neuroproteção fetal com magnésio é considerada antes de 32 semanas, o que não se aplica a 34 semanas e 3 dias.
Pegadinha da questão
A banca tenta levar o candidato a tratar prematuridade como indicação automática de tocólise e a esquecer que parto antes de 37 semanas com GBS desconhecido exige profilaxia intraparto. Bolsa íntegra e ausência de perda vaginal não afastam trabalho de parto quando há contrações regulares com dilatação cervical.
Dica para questões semelhantes
  • Confirme primeiro se há trabalho de parto verdadeiro: contrações regulares com modificação cervical mudam a conduta.
  • Em gestante com menos de 37 semanas e GBS desconhecido, pense em profilaxia antibiótica intraparto.
  • Após 34 semanas, não assuma tocólise como rotina quando o trabalho de parto já está estabelecido.
  • Cesárea imediata exige indicação materna ou fetal objetiva; prematuridade isolada não basta.

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