Qual é o indicador de mau prognóstico no teste de esforço?
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Tema central: O tema abordado é prognóstico no teste de esforço, um exame fundamental na cardiologia para avaliar a capacidade funcional e o risco cardiovascular do paciente. Saber identificar indicadores de mau prognóstico nesse teste é essencial para qualquer cardiologista, pois esses achados orientam tanto o manejo clínico imediato quanto o seguimento do paciente.
Alternativa correta: A) Pouca capacidade ao exercício.
Justificativa: A capacidade funcional reduzida, geralmente expressa como atingir menos de 6 METs durante o teste, é um dos marcadores mais sólidos de mau prognóstico cardiovascular. Segundo a III Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Teste Ergométrico, “finalização do teste com presença de sintomas < 6,0 MET”. Isso indica limitação da reserva cardiovascular e associa-se a maior mortalidade e risco de eventos como infarto e insuficiência cardíaca. Estudos mostram que cada aumento de 1 MET reduz o risco de mortalidade em cerca de 13%!
Análise das alternativas incorretas:
B) Hipertensão induzida pelo exercício: Apesar de relevante, a elevação pressórica transitória não é marcador consistente de mau prognóstico; pode inclusive ser observada em indivíduos normais, especialmente idosos e obesos. Não possui a mesma correlação direta com desfechos cardiovasculares como a baixa capacidade ao esforço.
C) Ausência de depressão do segmento ST ao exercício: A ausência de depressão do ST é um bom sinal, não mau prognóstico! Depressão do ST sugere isquemia miocárdica, mas sua ausência tem valor preditivo negativo.
D) Depressão do ST em degrau, em 3 ou mais derivações V: De fato, é um achado preocupante e sugere risco aumentado, porém, em testes, a capacidade funcional baixa tem valor prognóstico superior, especialmente em população geral. A pergunta pediu o indicador mais relevante e amplamente aceito.
E) Persistência da depressão de ST por até 2 minutos na recuperação: A manutenção dessa alteração por mais de 5 minutos é considerada de maior risco. Até 2 minutos não caracteriza mau prognóstico na maioria das diretrizes.
Dica para provas: Fique atento a perguntas que exigem o indicador mais importante. Note palavras como “mau prognóstico” ou “principal preditor”. Detalhes como tempo de recuperação e quantidade de derivações podem ser pegadinhas!
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