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Q4237442 Medicina
Mulher, 58 anos de idade, menopausada, refere desconforto pélvico e sensação de “peso” na região vaginal, que se acentua ao final do dia e após longos períodos em pé. Também refere dificuldade para evacuar, com necessidade frequente de realizar manobras digitais para completar a evacuação. Apresenta atividade sexual regular com uso de lubrificantes à base de óleos naturais. Durante o exame ginecológico com manobra de Valsalva, observa-se que a parede vaginal posterior ultrapassa o hímen em 2 cm e o colo uterino exterioriza-se 1 cm além do hímen. Assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta terapêutica a ser considerada neste caso.
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Prolapso de órgãos pélvicos sintomático, com componente apical/uterino e defeito posterior (retocele) exteriorizados além do hímen, em mulher sexualmente ativa, favorece correção cirúrgica reconstrutiva que trate os dois compartimentos e preserve a possibilidade de coito vaginal; entre as alternativas, isso corresponde à histerectomia vaginal com perineocolporrafia.

Tema central: Prolapso de órgãos pélvicos
Análise das alternativas
A
Errada
Pessário vaginal e fisioterapia pélvica são medidas conservadoras possíveis no prolapso de órgãos pélvicos, mas não são a melhor resposta entre as opções diante de prolapso sintomático exteriorizado além do hímen, com acometimento uterino/apical e defeito posterior clinicamente relevante. O erro aqui é confundir conduta possível com melhor conduta para correção anatômica de um defeito multicompartimental com sintomas mecânicos importantes.
B
Errada
Laser de CO2 não corrige a falha de suporte fascial e ligamentar do prolapso de órgãos pélvicos. O quadro descrito é de defeito anatômico com retocele e prolapso uterino, não de alteração mucosa isolada. Portanto, a alternativa é eliminada por inadequação fisiopatológica: o método não trata a causa estrutural do problema.
C
Certa
A alternativa C é a correta porque contempla correção reconstrutiva dos dois componentes clinicamente relevantes do quadro: o prolapso uterino/apical, evidenciado pela exteriorização do colo além do hímen, e o defeito posterior, evidenciado pela parede vaginal posterior além do hímen e pelos sintomas de dificuldade evacuatória com necessidade de digitação, típicos de retocele. Além disso, é compatível com o dado decisivo de atividade sexual regular, já que não é uma técnica obliterativa.
D
Errada
Colpocleise é procedimento obliterativo e, pelo próprio princípio da técnica, é reservado a mulheres que não desejam manter relação vaginal penetrativa. O enunciado informa atividade sexual regular, dado que exclui essa como melhor conduta. A estrogenioterapia tópica pode atuar no trofismo vaginal, mas não corrige o defeito de suporte nem neutraliza a inadequação funcional da colpocleise neste cenário.
Pegadinha da questão
A banca colocou uma opção cirúrgica eficaz para prolapso, mas inadequada pelo perfil funcional da paciente: o dado realmente decisivo para excluir a colpocleise é a atividade sexual regular. Outra confusão explorada é trocar tratamento de defeito anatômico por terapia adjuvante ou conservadora.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver peso vaginal, piora ao ortostatismo e exteriorização além do hímen, pense em prolapso clinicamente significativo.
  • Sintoma de digitação para evacuar aponta para defeito posterior com retocele e exige que a opção escolhida trate esse compartimento.
  • Em mulher sexualmente ativa, descarte procedimento obliterativo como melhor resposta e procure alternativa reconstrutiva.
  • Não aceite terapias mucosas ou adjuvantes como resposta de prolapso quando o problema descrito é falha estrutural de suporte.

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