Considerando a avaliação e o tratamento das hemorragias dige...
A endoscopia precoce (dentro de 12 horas do início do sangramento) reduz a taxa de ressangramento e diminui a mortalidade.
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Tema central: A questão aborda a avaliação e tratamento da hemorragia digestiva alta (HDA), especificamente quanto ao momento ideal para a realização da endoscopia digestiva alta (EDA) e seus efeitos em desfechos clínicos como mortalidade e ressangramento.
Justificativa para a alternativa correta ("E"):
A afirmação está errada porque, de acordo com as evidências mais recentes e com o "Projeto Diretrizes: Hemorragias Digestivas" da Associação Médica Brasileira (AMB), a realização da endoscopia precoce (dentro de 12 horas) não garante, por si só, redução comprovada na taxa de ressangramento nem na mortalidade, quando comparada a sua realização em até 24 horas após a estabilização hemodinâmica do paciente.
O protocolo é claro ao afirmar: “A endoscopia digestiva alta deve ser realizada preferencialmente nas primeiras 12 horas após a internação, assim que o paciente esteja estabilizado hemodinamicamente.” Ou seja, o foco principal é a estabilização hemodinâmica inicial. Exames realizados em pacientes instáveis podem aumentar o risco de complicações e não trazem benefícios adicionais em relação à redução de mortalidade e ressangramento (AMB/CFM, seção Recomendações).
Além disso, evidências científicas de revisões sistemáticas e artigos em bases como UpToDate reforçam que a realização "muito precoce" da EDA (por exemplo, dentro de 6 horas após a chegada) também não demonstrou diferença significativa nesses desfechos em comparação com a EDA feita em até 24 horas, desde que o paciente esteja estável.
Análise da alternativa incorreta ("C"):
Marcar "certo" seria um equívoco conceitual. Esse tipo de erro ocorre porque há uma tendência de associar sempre a intervenção precoce a melhores resultados, mas na HDA a prioridade inicial é sempre a estabilização do paciente (hidratação, controle de via aérea, reposição volêmica, monitorização intensiva).
Estratégias para evitar pegadinhas:
Palavras como “diminui mortalidade” ou “reduz ressangramento” devem ser cuidadosamente analisadas. Sempre busque confirmação em protocolos e evite assumir relações causais que não estão comprovadas nas diretrizes ou evidências científicas.
Resumo: Em Hemorragia Digestiva Alta, estabilize o paciente primeiro e só então progrida para EDA preferencialmente nas próximas 12 horas. Essa conduta está alinhada com o "Projeto Diretrizes" da AMB/CFM e com as melhores práticas intensivistas.
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