Na ausência de taquiarritmias em paciente com estenose mitr...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda o manejo farmacológico na estenose mitral, especialmente quais drogas são contraindicadas em pacientes sem taquiarritmias. Compreender como cada classe medicamentosa atua frente à fisiopatologia da valvopatia é essencial para evitar complicações iatrogênicas.
Justificativa da alternativa correta – A) Deslanosídeo:
O deslanosídeo é um glicosídeo cardíaco com ação semelhante à digoxina, indicado principalmente para controle de frequência em fibrilação atrial ou para tratamento de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida. Em estenose mitral, a contratilidade do ventrículo esquerdo geralmente está preservada; o problema está na obstrução ao fluxo do átrio para o ventrículo. Portanto, não há indicação para uso de glicosídeos cardíacos como o deslanosídeo na ausência de taquiarritmias (como a fibrilação atrial). O uso indevido pode provocar arritmias e efeitos tóxicos sem benefício clínico comprovado para esse perfil de paciente.
Segundo o Manual MSD, betabloqueadores, digoxina e bloqueadores de canais de cálcio podem ser usados apenas em certos contextos, mas recomenda-se cautela no emprego de glicosídeos sem indicação precisa.
Análise das alternativas incorretas:
- B) Inibidor da ECA – Os IECA podem ser usados na presença de insuficiência cardíaca ou hipertensão associadas; não são contraindicados na estenose mitral pura, mas requerem atenção ao débito cardíaco.
- C) Betabloqueador – Indicado para controle da frequência cardíaca e melhora dos sintomas, já que prolonga o tempo de enchimento do ventrículo esquerdo.
- D) Bloqueador da angiotensina – Assim como os IECA, podem ser usados sob monitoramento se houver indicação adicional.
- E) Bloqueador de canais de cálcio – Podem auxiliar no controle de frequência e sintomas, principalmente nos casos de intolerância ou contraindicação a betabloqueadores.
Dica para provas: Questões deste tipo exigem atenção à indicação clínica real da droga. Termos como “na ausência de taquiarritmias” são o ponto-chave para descartar medicações cujo objetivo é controlar frequência (glicosídeos).
Resumo prático: O deslanosídeo só está indicado quando há taquiarritmias. Ausente essa condição, seu uso eleva o risco sem benefício, sendo a droga contraindicada.
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