Assinale a alternativa correta em relação à miocardiopatia r...
Gabarito comentado
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Tema central da questão: Diferenciação entre características da miocardiopatia restritiva e pericardite aguda, com ênfase nos achados eletrocardiográficos clássicos desta última.
Alternativa correta: D) Na pericardite, o ECG estágio 1 mostra que os segmentos ST demonstram elevação côncava. As ondas T são essencialmente segmentos PR, exceto em aVR e V1, que estão deprimidos.
Justificativa: A pericardite aguda apresenta, em seu estágio inicial (estágio 1), alterações típicas no ECG que ajudam no diagnóstico diferencial, especialmente em relação à síndrome coronariana aguda. Conforme diretrizes da SBC e manuais clássicos, como o “Harrison – Medicina Interna” e o Manual Prático de Eletrocardiograma do HCor, observa-se:
- Elevação difusa do segmento ST com concavidade para cima (em praticamente todas as derivações, exceto aVR e V1, onde pode haver depressão do ST).
- Depressão do segmento PR em várias derivações, enquanto em aVR e V1 pode haver supradesnivelamento do PR.
Segundo o Manual do HCor (p. 27): "Estágio 1 da pericardite: elevação difusa do segmento ST com concavidade para cima e infradesnivelamento do segmento PR em todas as derivações, exceto em aVR (supradesnivelamento do PR)."
Análise das alternativas incorretas:
A) É fundamentalmente um déficit sistólico.
Errado. A miocardiopatia restritiva caracteriza-se por déficit diastólico (comprometimento do enchimento ventricular), com função sistólica usualmente preservada nos estágios iniciais.
B) Não há o envolvimento de distúrbios de condução nodal.
Incorreto. Distúrbios de condução, especialmente bloqueios atrioventriculares e arritmias, podem sim ocorrer, particularmente em causas infiltrativas (ex: amiloidose).
C) É considerada não obliterante quando estão presentes a fibrose do endocárdio e do subendocárdio.
Falso. A presença de fibrose endocárdica/subendocárdica costuma significar forma obliterante (miocardiopatia restritiva constritiva/obliterante), não a forma não obliterante.
E) O ECO mostra fração de ejeção ventricular esquerda anormal. Testes de imagem com Doppler do tecido frequentemente sugerem pressões elevadas de enchimento do VE.
Parcialmente imprecisa. O Déficit diastólico ocorre com fração de ejeção (FE) normal ou quase normal nas fases iniciais da miocardiopatia restritiva. Apenas em fases avançadas a FE pode se reduzir.
Destaques para provas:
- Na pericardite aguda, o padrão ECG estágio 1 é clássico: ST elevado côncavo e PR deprimido, ressalvando derivações aVR e V1.
- Estratégia: Atenção ao uso dos termos “sistólico” ou “diastólico” e a detalhes das apresentações iniciais e avançadas das doenças.
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