No período “Há pessoas com taxas elevadas que não apresenta...
Colesterol alto é o grande culpado das doenças cardiovasculares?
Durante muito tempo, o colesterol foi tratado como um dos grandes vilões da saúde. As campanhas médicas e publicitárias reforçaram a ideia de que ele deveria ser combatido a qualquer custo. Hoje, porém, a ciência reconhece que a questão é mais complexa: o colesterol é uma substância essencial ao organismo, necessária para a produção de hormônios, vitamina D, membranas celulares e ácidos biliares. O problema está no excesso — especialmente quando há desequilíbrio entre o colesterol LDL e o HDL.
O LDL, chamado de “colesterol ruim”, transporta colesterol do fígado para os tecidos. Em excesso, pode se acumular nas artérias, aumentando o risco de doenças cardiovasculares. Já o HDL, conhecido como “colesterol bom”, ajuda a remover o excesso de gordura do sangue, levando-o de volta ao fígado. Por isso, não é o colesterol em si o responsável pelos problemas de saúde, mas o desequilíbrio entre suas frações e a presença de outros fatores de risco, como sedentarismo, tabagismo e hipertensão.
Segundo especialistas, a avaliação dos níveis de colesterol deve ser feita de maneira individualizada. Há pessoas com taxas elevadas que não apresentam risco aumentado de infarto, enquanto outras, mesmo com valores próximos do ideal, podem ter predisposição genética para a aterosclerose. Isso mostra que os exames laboratoriais não devem ser analisados de forma isolada, mas em conjunto com o histórico clínico e os hábitos de vida.
A alimentação continua a ter papel fundamental. O consumo exagerado de gorduras saturadas e trans eleva o LDL, enquanto uma dieta rica em frutas, legumes, fibras e gorduras boas — como as presentes no azeite, nas castanhas e no abacate — ajuda a aumentar o HDL. Praticar atividade física, manter o peso adequado e evitar o cigarro são atitudes que contribuem para evitar fissuras no endotélio (camada superficial que reveste vasos e artérias), local onde o colesterol LDL se deposita, iniciando o processo de aterosclerose.
Mais do que enxergar o colesterol como um inimigo, a medicina atual recomenda uma visão de equilíbrio. O colesterol é vital, mas requer controle. O cuidado contínuo com a alimentação, o estilo de vida e o acompanhamento médico regular são as melhores estratégias para manter a saúde do coração e compreender que o corpo humano depende de harmonia, não de extremos.
Adaptado de: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2022/10/20/colesterol-alto-e-vilao.htm. Acesso em: 20 out. 2022.
Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: No trecho “Há pessoas com taxas elevadas que não apresentam risco aumentado de infarto”, o “que” tem antecedente nominal expresso e introduz oração subordinada adjetiva restritiva; por isso, classifica-se como pronome relativo, e não como conjunção.
- Antes de classificar “que”, verifique se há um antecedente nominal expresso ao qual ele se liga.
- Se a oração iniciada por “que” caracteriza ou restringe um nome anterior, trata-se de oração subordinada adjetiva, e o “que” é pronome relativo.
- Não confunda o elemento que introduz a oração com o elemento que marca a relação de sentido global do período; aqui, a oposição é de “enquanto”, não de “que”.
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Comentários
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Funçes do QUE
Que é um pronome relativo quando:
- substitui um substantivo, evitando a sua repetição;
- estabelece uma relação com o substantivo que substitui;
- aparece após o substantivo que substitui;
- pode ser substituído por o qual, a qual, os quais ou as quais.
- e trocar o que por o qual/a qual, o que será pronome relativo e a oração será subordinada adjetiva
PS : orações subordinadas adjetivas explicativas são apresentadas entre vírgulas, enquanto as orações subordinadas adjetivas restritivas não.
Que é uma conjunção integrante quando:
- estabelece a ligação de uma oraç ão com outra;
- introduz uma oração subordinada substantiva, que pode atuar como sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo do sujeito e aposto;
- pode ser substituído por isto ou isso
- C.integrante traz consigo um objeto direto ou indireto
conjunção subordinativa consequencia quando explica algo,bota consequetemente depois do que e ve se faz sentido
conjucao suborditiva comparativa quando compara,troca o QUE por DO QUE e ve se faz sentido
pode ser substantivo
conjuncao coordenativa explicativa quando trocado por pois,porque e porquanto
pode ser uma preposição qundo equivala a DE
o que = aquilo que = que PRONOME = O PRONOME DEMONSTRATIVO
pronome interrogativo / utilizado como pergunta.
QUE = pronome relativo
Retoma o termo pessoas com taxas elevadas
Letra B
O grande bizu para identificar o pronome relativo (especialmente o "que") é tentar substituí-lo por "o qual", "a qual", "os quais" ou "as quais". Se a frase mantiver o sentido, é pronome relativo. Ele sempre retoma um substantivo anterior (antecedente) para evitar repetição
Pronome relativo que introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva - PRONOME RELATIVO
A frase é restritiva por não ter a virgula. Trazendo um sentido que existem varias pessoas(não todas, apenas algumas) com taxas elevadas e que não apresentam risco aumentado de infarto.
Para saber se é um pronome relativo ou conjunção integrante.
Pronome relativo = substitui por que, a qual, os quais, as quais
Conjunção integrante = por isso
SE FOR PARA DESISTIR, DESISTA DE SER FRACO - WILL DETILI
#PCBA
Pronome relativo (troque por o(s) qual(is) / a(s) qual(is)), pois representa um oração subordinada adjetiva restritiva
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