Um paciente de dezoito anos de idade procurou ambulatório d...
Um paciente de dezoito anos de idade procurou ambulatório de posto de saúde ao verificar uma lesão papular única e indolor localizada no pênis. No exame físico, constatou-se que a base da lesão era lisa, de consistência firme, com bordas elevadas e sem secreção. Com base no caso clínico apresentado, julgue o próximo item.
Para a confirmação diagnóstica, deverá ser realizada pesquisa
de anticorpos, conhecidos como reagínicos.
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Tema central: O caso clínico descreve uma lesão peniana indolor, única, de base lisa e firme, características típicas de cancro duro da sífilis primária, importante doença sexualmente transmissível (DST).
Análise do diagnóstico:
No estágio primário da sífilis, com cancro duro, o paciente pode ainda não ter produzido anticorpos reagínicos (detectados em testes não treponêmicos, como VDRL e RPR). Portanto, somente a pesquisa destes anticorpos pode falhar, levando a resultados falsos negativos — especialmente se o teste for realizado nos primeiros dias da lesão.
Justificativa baseada em diretrizes:
Segundo o “Manual Técnico para o Diagnóstico da Sífilis” do Ministério da Saúde:
“Quanto mais precocemente a sífilis for diagnosticada, maior será a possibilidade de o organismo ainda não ter produzido quantidades suficientes de anticorpos para serem detectados por testes imunológicos (soroconversão), ou seja, os resultados desses testes não serão reagentes, embora se trate de sífilis.” (p. 16)
Estratégias diagnósticas neste quadro:
- Diagnóstico clínico: Fundamental na fase primária, devido à possível ausência de resposta sorológica.
- Exames diretos: Microscopia de campo escuro ou PCR do material da lesão também podem confirmar o diagnóstico detectando o Treponema pallidum.
Análise da alternativa:
Alternativa E (errado): Correta – A conduta não deve se apoiar unicamente na pesquisa de anticorpos reagínicos, pois pode haver resultados não reagentes na fase inicial. O diagnóstico deve ser clínico e/ou por exames diretos.
Dica de prova: Fique atento a enunciados que sugerem exclusividade de testes laboratoriais em fases iniciais de doenças infecciosas. A ausência de soroconversão é uma pegadinha recorrente!
Referências de estudo: Ministério da Saúde – Manual Técnico de Sífilis (2020), UpToDate, Harrison’s Principles of Internal Medicine.
Resumo final: A alternativa está errada porque o diagnóstico de sífilis primária, nesta fase, não deve ser baseado apenas na sorologia. O raciocínio clínico e o entendimento da janela imunológica são essenciais!
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