Estávamos pintados como se fôssemos para a guerra.
Várias bocas, dentes e sorrisos, mas um coração pulsava
na esperança por avanços para a garantia dos direitos dos
povos indígenas. Olhavam‑nos como se fôssemos seres
de outro planeta, certos de desconhecer seu próprio
país. Os olhos brilhavam como as estrelas e essa emoção
se misturava ao cheiro do café, na cantina ao lado, aos
desenhos indígenas e ao cheiro de pintura de jenipapo na
cara, ao cheiro do óleo da castanha‑do‑pará e ao cheiro do
vermelho urucum dos Kaiapó.