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Q3948613 Nutrição

Na terapia nutricional do paciente adulto crítico internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), as diretrizes internacionais recomendam o cálculo individualizado das necessidades energéticas e proteicas, considerando catabolismo aumentado e risco elevado de perda de massa magra.


De acordo com as recomendações conjuntas da ESPEN (2023) e da ASPEN/SCCM (2022), qual é a faixa de oferta calórico-proteica mais adequada para esses pacientes após as primeiras 48 horas de estabilização clínica? 

Alternativas

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Gabarito: A

O que precisava saber: Era necessário saber que, no paciente adulto crítico, as diretrizes destacadas na base apontam para progressão da oferta nutricional após estabilização, com energia em faixa moderada e proteína aumentada. A ESPEN 2023 orienta 1,3 g/kg/dia de proteína de forma progressiva durante a doença crítica e ressalta evitar excesso calórico precoce. A síntese prática apresentada para a ASPEN/SCCM admite 12–25 kcal/kg/dia nos primeiros 7–10 dias, com proteína de 1,2–2,0 g/kg/dia.

Critério decisivo: A alternativa correta é a que combina energia moderada com proteína elevada, sem hiperalimentação precoce. O ponto decisivo foi identificar que a faixa compatível com as recomendações sintetizadas na base é de cerca de 20–25 kcal/kg/dia para energia e 1,2–2,0 g/kg/dia para proteína, com progressão conforme a fase clínica.

Tema central: Terapia nutricional do adulto crítico em UTI: oferta energética e proteica na fase inicial pós-estabilização clínica.
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A traz 20–25 kcal/kg/dia e 1,5–2,0 g de proteína/kg/dia. Segundo a base, essa é a única opção que permanece dentro do espectro recomendado para o paciente crítico após estabilização: energia em faixa moderada, sem excesso precoce, e proteína elevada, em linha com a orientação da ESPEN de progressão até 1,3 g/kg/dia e com a síntese da ASPEN/SCCM de 1,2–2,0 g/kg/dia.
B
Errada
Está incorreta porque a proteína de 0,8–1,2 g/kg/dia não atende plenamente ao adulto crítico no contexto da questão, em que há catabolismo aumentado e maior necessidade de preservação de massa magra.
C
Errada
Está incorreta porque a proteína de 0,8–1,0 g/kg/dia está baixa para o paciente crítico. Além disso, a energia de 25–30 kcal/kg/dia foge da faixa moderada esperada na fase pós-estabilização.
D
Errada
Está incorreta porque propõe 30–35 kcal/kg/dia e 2,0–2,5 g/kg/dia, o que representa oferta excessiva e incompatível com a cautela recomendada na fase descrita.
E
Errada
Está incorreta porque subestima de forma importante tanto a energia quanto a proteína, o que não atende ao quadro de catabolismo aumentado do adulto crítico descrito na base.
Pegadinha da questão
A principal pegadinha foi induzir o candidato a escolher extremos: ou uma oferta muito alta, confundindo fase inicial pós-estabilização com recuperação tardia, ou uma oferta muito baixa, usando valores de pacientes estáveis. A base também alerta que a diretriz fala em progressão da oferta, e não em meta fixa imediata para todos os pacientes.
Dica para questões semelhantes
  • Em paciente crítico, procure alternativas com energia moderada e proteína aumentada, evitando opções com hiperalimentação precoce.
  • Desconfie de faixas proteicas de 0,8–1,0 g/kg/dia ou 0,8–1,2 g/kg/dia para UTI, porque a base destaca necessidade proteica maior na doença crítica.
  • Use como eixo de decisão a ideia de progressão da oferta após estabilização clínica, e não metas agressivas logo de início.

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Comentários

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Vai entender, umas questões diz que é 30-35 kcal, agora é 20-25 kcal aff

depende da diretriz, Mayra

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