Quanto à síndrome de Cushing, assinale a alternativa correta.
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A síndrome de Cushing é uma condição caracterizada pelo excesso de cortisol no organismo, podendo ser de origem endógena (produzido pelo próprio corpo) ou exógena (decorrente de uso de corticosteroides). O cortisol é um hormônio importante, produzido pelas glândulas adrenais, que desempenha várias funções no organismo, incluindo a regulação do metabolismo, resposta ao estresse e manutenção da pressão arterial.
Agora, vamos analisar cada alternativa para entender por que a opção D é a correta:
Alternativa A: "As concentrações plasmáticas de cortisol durante o dia são bastante variáveis."
Em condições normais, o cortisol apresenta uma variação circadiana, com níveis mais altos pela manhã e mais baixos à noite. No entanto, na síndrome de Cushing, essa variação está geralmente ausente ou é menos pronunciada devido ao excesso contínuo de cortisol. Portanto, a afirmação está incorreta.
Alternativa B: "As concentrações de cortisol livre na urina de 24 horas estão diminuídas."
Na verdade, na síndrome de Cushing, as concentrações de cortisol livre na urina de 24 horas estão aumentadas, o que é um dos testes diagnósticos utilizados para confirmar a condição. Assim, a afirmação está errada.
Alternativa C: "As concentrações plasmáticas de cortisol pela manhã são muito baixas."
Isso é contrário ao que ocorre na síndrome de Cushing, onde as concentrações de cortisol são elevadas o tempo todo, inclusive pela manhã. Portanto, a alternativa está incorreta.
Alternativa D: "O teste com baixa dose de dexametasona não provoca supressão de cortisol."
Este é o teste de dexametasona em baixa dose, usado para diagnóstico. Em pessoas normais, a dexametasona suprime a produção de cortisol. Na síndrome de Cushing, essa supressão não ocorre, confirmando a presença do distúrbio. Portanto, essa alternativa está correta.
Alternativa E: "A concentração de dexametasona não interfere na secreção do hormônio corticotrófico."
Na verdade, a dexametasona suprime a secreção do ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) em indivíduos normais. Na síndrome de Cushing, dependendo da causa, essa supressão pode não ocorrer. Portanto, a afirmação está errada.
Em resumo, a opção D é a única que reflete corretamente o comportamento do cortisol na síndrome de Cushing, conforme a prática clínica e os diagnósticos médicos padronizados. É importante estar familiarizado com testes diagnósticos e suas interpretações para responder corretamente a questões como esta.
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Diagnóstico Laboratorial da Síndrome de Cushing Resumo A suspeita clínica de síndrome de Cushing leva obrigatoriamente a uma avaliação laboratorial, baseada nas dosagens de cortisol e de ACTH. Entretanto as dosagens basais destes hormônios não são suficientes para confirmar o diagnóstico, sendo necessários testes dinâmicos que estimulem ou inibam o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA). A adequada interpretação das dosagens requer o conhecimento dos princípios básicos da regulação do eixo HHA, o meio e a forma (ligada ou livre) onde o hormônio será quantificado, além das características dos ensaios empregados. Numa primeira fase do diagnóstico laboratorial, é feita a documentação do hipercortisolismo endógeno, através de dosagens salivares, urinárias ou séricas de cortisol, em amostras coletadas em horários apropriados e/ou após uso de dexametasona em doses baixas (1 mg). ...
As estratégias diagnósticas para confirmar a síndrome de Cushing e afastar as principais causas de pseudo-Cushing devem, inicialmente, confirmar o excesso de produção de cortisol e, mesmo com as inconveniências previamente descritas, a determinação do cortisol urinário livre, em duas ou três medidas repetidas e consecutivas, tem sido considerada como método padrão ouro para este fim, sobretudo quando os valores de UFC excederem quatro vezes o limite superior do método (4,29). A avaliação da perda da variação diurna do cortisol do plasma (30) ou da saliva (31), com coletas às 2300h, podem auxiliar na confirmação do hipercortisolismo, assim como o teste com baixas doses (1mg/overnight ou 0,5mg de 6/6h por 2dias) de dexametasona (16).
Recentemente, demonstramos que os níveis de cortisol salivar coletados às 2300h e os de uma amostra de saliva coletada às 0900hs da manhã seguinte, após a ingestão de dexametasona (1mg no adulto e 20µg/kg peso em crianças às 2300h) são tão acurados (100% sensibilidade com 91,4% de especificidade) quanto os testes convencionais para a confirmação do hipercortisolismo endógeno (9), além de serem mais práticos, pois evitam a necessidade de internação dos pacientes.
(...)
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-27302002000100014&script=sci_arttext
Vários protocolos foram desenvolvidos para diagnosticar Sd. Cushing, dentre os quais os mais utilizados são:
• Dosagem de cortisol livre na urina de 24 horas;
• Dosagem de cortisol no soro entre as 7 e as 9 horas, após o uso de 1 mg de dexametasona às 23 horas do dia anterior (teste de supressão);
• Demonstração de ausência de ritmo circadiano,
• Dosagem de cortisol na saliva às 23 horas.
Publicado em: 01/11/2003
Por: Fleury Medicina e Saúde
Edição: 2003 - Edição Nº 10 - Boletim
A síndrome de Cushing, também conhecida como hipercortisolismo ou hiperadrenocorticismo, consiste em um conjunto de sinais e sintomas provocados por uma desordem endócrina causada por níveis elevados de glicocorticoides, especialmente cortisol, no sangue.
Dose baixa de dexometasona irá gerar por retroalimentação negativa uma leve queda no ACTH, porém vai ser pouco expressivo sobre o cortisol.
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