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Ano: 2021
Banca:
Instituto UniFil
Órgão:
Prefeitura de Cornélio Procópio - PR
Provas:
Instituto UniFil - 2021 - Prefeitura de Cornélio Procópio - PR - Dentista - Periodontia
|
Instituto UniFil - 2021 - Prefeitura de Cornélio Procópio - PR - Médico Clínico Geral |
Instituto UniFil - 2021 - Prefeitura de Cornélio Procópio - PR - Nutricionista |
Instituto UniFil - 2021 - Prefeitura de Cornélio Procópio - PR - Psicólogo Educacional |
Instituto UniFil - 2021 - Prefeitura de Cornélio Procópio - PR - Dentista - Habilitados PCD |
Instituto UniFil - 2021 - Prefeitura de Cornélio Procópio - PR - Enfermeiro - PSF |
Instituto UniFil - 2021 - Prefeitura de Cornélio Procópio - PR - Farmacêutico |
Q4321758
Não definido
Texto associado
Leia o texto para responder a questão.
A nova era nuclear
Os EUA reativaram seu maior bunker – e estão
desenvolvendo a primeira ogiva nuclear desde os anos
1980. A China pretende triplicar seu arsenal. E os
russos apresentam novas armas: o míssil manobrável e
um torpedo capaz de provocar tsunamis.
Texto: Bruno Garattoni e Tiago Cordeiro
Se você entrar na floresta de Bardufoss, na
Noruega, encontrará algo bem estranho: uma rede de
960 canos finos e rentes ao chão, que correm por entre
as árvores numa área de 1,5 km² e parecem grandes
teias de aranha. Eles formam uma rede de medição
infrassônica, que detecta sons de frequência inferior a 20
hertz – inaudíveis ao ouvido humano. No dia 8 de agosto
de 2019, às 9h da manhã no horário local, o sistema
registrou uma onda de choque atípica. Exatamente ao
mesmo tempo, a estação meteorológica de Severodinsk,
na Rússia, detectou níveis de radioatividade 16 vezes
acima do normal. Os dois eventos, como viria a ser
revelado depois, tinham a mesma causa: a explosão de
um míssil 9M730 Burevestnik, que os russos estavam
testando numa base militar em Nyonoska, no noroeste do
país. Cinco pessoas morreram, três ficaram feridas e a
população da cidade correu para comprar iodo (que,
tomado de forma preventiva, evita o envenenamento
radioativo da tireoide). É que o Burevestnik não era um míssil qualquer. Além de carregar ogivas nucleares, ele
possui o próprio reator nuclear, que gera energia para
mantê-lo no ar.
Os níveis de radiação voltaram ao normal em
algumas horas (o reator do míssil é pequeno, com muito
menos combustível nuclear do que uma usina), mas o
cenário geopolítico não. O mundo constatou que os
russos estavam testando um novo tipo de arma: capaz
de ficar no ar por anos, driblar todos os sistemas
antimísseis – e atacar de surpresa qualquer ponto do
planeta.
No dia 25 de março deste ano, duas semanas
depois que a OMS classificou a onda de coronavírus
como pandemia, os militares americanos fizeram uma
manobra profunda. Literalmente: anunciaram que os
oficiais da Norad e da Northcom, as divisões que
controlam seu arsenal nuclear, iriam se mudar para o
Cheyenne Mountain Complex: o maior bunker militar do
mundo, escavado sob 610 metros de rocha dentro da
montanha Cheyenne, no Colorado. Ele foi construído nos
anos 1960, é formado por 15 prédios subterrâneos de
três andares, com capacidade para abrigar 2 mil pessoas
por até dois anos, e foi projetado para suportar uma
explosão nuclear de até 30 megatons (2 mil vezes a
potência da bomba de Hiroshima). Foi sendo
desocupado após o fim da Guerra Fria e estava
praticamente abandonado, com 70% de capacidade
ociosa. Não mais. Os americanos também anunciaram
que, pela primeira vez desde os anos 1980, vão
desenvolver uma nova ogiva: a W93. Praticamente todos os detalhes a respeito são confidenciais – exceto que ela
fará parte de um programa de US$ 1 trilhão para renovar
o arsenal nuclear dos EUA.
[...]
Disponível em: https://super.abril.com.br/especiais/a-nova-era-nuclear/
Analise: “Os americanos também anunciaram
que, pela primeira vez desde os anos 1980, vão
desenvolver uma nova ogiva: a W93.” E
assinale a alternativa correta.