As barreiras físicas são importantes aliadas no controle d...
Gabarito comentado
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Tema central: Barreiras físicas de proteção em odontologia (capas plásticas, filmes e sobreluvas) como parte do controle da infecção cruzada em superfícies e equipamentos. Segundo CDC (Guidelines for Infection Control in Dental Health-Care Settings) e Anvisa (Serviços Odontológicos: Prevenção e Controle de Riscos), barreiras devem cobrir superfícies de alto toque e de difícil desinfecção, sendo trocadas entre pacientes.
Alternativa incorreta (gabarito: C): “Todas as barreiras devem ser colocadas sobre todas as superfícies, independentemente do uso.” Isso é incorreto. Barreiras não devem ser aplicadas indiscriminadamente. O correto é cobrir apenas superfícies que serão manipuladas no atendimento ou que são difíceis de limpar (ex.: alças, botões, cabos), reduzindo biocarga e facilitando o reprocessamento. Cobrir superfícies que não serão utilizadas gera desperdício, dificulta a limpeza e não agrega segurança. Referências: CDC 2003/2016; Anvisa.
Análise das demais alternativas:
A. Correta. Pontas descartáveis da seringa tríplice e “sacolés” para canetas de alta/baixa rotação são barreiras válidas, reduzem contaminação por aerossóis e toque e devem ser trocadas a cada paciente, com desinfecção das áreas adjacentes. (CDC/Anvisa)
B. Correta. Sobreluvas plásticas são úteis quando é necessário tocar superfícies limpas (abrir gavetas, buscar materiais) durante o procedimento. Elas não substituem luvas de procedimento; devem ser colocadas sobre luvas limpas, removidas e descartadas após o toque, evitando autopolinoculação. (Prática recomendada em controle de infecção)
D. Correta. Envolver pontas, mangueiras, botões e cabos de fotopolimerizador com filme de PVC é prática aceita para superfícies não autoclaváveis. Deve-se remover o filme e desinfetar a superfície entre pacientes com desinfetante hospitalar registrado (nível baixo a intermediário, conforme sujidade). (CDC)
E. Correta. O objetivo das barreiras é prevenir infecção cruzada protegendo superfícies/equipamentos e quebrando a cadeia de transmissão. A proteção das mãos é função primária das luvas; as barreiras de superfície complementam a biossegurança. (CDC/Anvisa)
Pegadinha e estratégia de prova: Desconfie de generalizações como “todas”, “sempre” e “independentemente”. Em biossegurança, a conduta é baseada em risco e uso, não em cobertura universal de superfícies. Lembre: luvas protegem mãos; barreiras protegem superfícies e equipamentos.
Dica prática: Identifique “superfícies de alto contato” (alça do refletor, seringa tríplice, teclado, botões, mangueiras) para barreiras; troque-as entre pacientes e realize limpeza/desinfecção após a remoção. Evite cobrir áreas que não serão manipuladas no atendimento.
Fontes: CDC. Guidelines for Infection Control in Dental Health-Care Settings; Anvisa. Serviços Odontológicos: Prevenção e Controle de Riscos; UpToDate – Infection control in the dental setting.
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