Infecção é o ato ou efeito de um microorganismo corromper ...
Para entendermos infecção, podemos imaginar a cadeia de infecção que é formada por quatro elos como se fosse uma corrente. Cada elo é uma condição que deve estar presente para a infecção ocorrer.
Assinale a alternativa abaixo que não apresenta um “elo da corrente” citado acima:
Gabarito comentado
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Tema central: Cadeia de infecção em biossegurança. Em controle de infecções, a transmissão ocorre quando os “elos” estão presentes e conectados. Diretrizes da OMS e CDC descrevem, classicamente, os elos: agente infeccioso (com suas características), reservatório, porta de saída, via de transmissão, porta de entrada e hospedeiro suscetível (WHO IPC Guidelines; CDC – Chain of Infection; CDC Dental IPC).
Alternativa correta: D – Assepsia
Justificativa: Assepsia é uma medida de prevenção para quebrar a cadeia (ex.: antissepsia das mãos, esterilização, barreiras), não é um elo que precisa existir para a infecção ocorrer. Portanto, não compõe a cadeia; ela a interrompe. Em Odontologia, a assepsia interrompe vias como aerossóis e contato com sangue/saliva (CDC, 2016; ANVISA – Boas Práticas em Serviços de Saúde).
Análise das demais alternativas
A – Virulência: propriedade do agente infeccioso que aumenta sua capacidade de causar doença (toxinas, evasão imune). Integra o elo “agente”, influenciando o risco de infecção, embora não seja, isoladamente, uma medida preventiva. Exemplos: HBV é mais infeccioso que HIV por maior carga viral e estabilidade ambiental.
B – Número (dose infectante): refere-se à quantidade de microrganismos necessária para causar infecção. É componente do elo “agente/exposição”. Quanto maior a inoculação (ex.: acidente pérfurocortante profundo), maior a probabilidade de infecção (Harrison’s; CDC).
C – Hospedeiro suscetível: elo clássico. Depende de imunidade prévia, estado vacinal, comorbidades. Em Odontologia, a vacinação (hepatite B, dT, influenza, COVID-19) reduz a suscetibilidade e quebra a cadeia (Ministério da Saúde; CDC Dental IPC).
E – Porta de entrada: elo clássico. Vias pelas quais o agente penetra: pele não íntegra, mucosas (oral, ocular), vias respiratórias. Relevante em consultórios com aerossóis e acidentes com agulhas.
Estratégia de prova: identifique palavras que são medidas de controle (assepsia, antissepsia, EPI, esterilização) — normalmente não são elos; contrastam com termos que descrevem condições necessárias (agente/virulência/número, portas, hospedeiro). Atenção à possível “pegadinha” do número de elos (algumas fontes citam 4, outras 6); o raciocínio é reconhecer o que faz parte da cadeia versus o que a interrompe.
Aplicação prática em Odontologia: Quebrar a cadeia com: higiene das mãos, EPI (máscara, protetor facial, luvas), esterilização de instrumentais, barreiras para aerossóis (sucção de alto volume), vacinação dos profissionais (HBV, dT, influenza, COVID-19) e manejo de acidentes com perfurocortantes (profilaxias conforme protocolos).
Referências: WHO Infection Prevention and Control Guidelines; CDC – Summary of Infection Prevention Practices in Dental Settings; CDC – Chain of Infection; Ministério da Saúde/ANVISA – Diretrizes de Biossegurança.
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