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Com base exclusivamente nos dispositivos fornecidos da Lei federal nº 13.869/2019, sem considerar doutrina, jurisprudência ou outras fontes normativas, assinale a alternativa CORRETA.
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Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: A Lei nº 13.869/2019, art. 10, dispõe: "Art. 10. Decretar a condução coercitiva de testemunha ou investigado manifestamente descabida ou sem prévia intimação de comparecimento ao juízo:". Como a testemunha não havia sido previamente intimada, a hipótese legal se verifica sem necessidade de demonstrar também que a condução era manifestamente descabida, confirmando o critério adotado pela alternativa B.
1. Comunicação judicial: o art. 12, caput, estabelece: "Art. 12. Deixar injustificadamente de comunicar prisão em flagrante à autoridade judiciária no prazo legal:". O atraso narrado ocorreu sem justificativa. Esse dispositivo não fixa numericamente o prazo, mas exige seu cumprimento.
2. Comunicação familiar e nota de culpa: o art. 12, parágrafo único, nos trechos pertinentes, prevê: "Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem:
II - deixa de comunicar, imediatamente, a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontra à sua família ou à pessoa por ela indicada;
III - deixa de entregar ao preso, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, a nota de culpa, assinada pela autoridade, com o motivo da prisão e os nomes do condutor e das testemunhas;". A entrega em 26 horas ultrapassa o prazo expresso. A comunicação à família cumpre dever distinto e não sana esse atraso nem o da comunicação judicial.
3. Interrogatório: o art. 15, parágrafo único, dispõe: "Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem prossegue com o interrogatório:
I - de pessoa que tenha decidido exercer o direito ao silêncio; ou
II - de pessoa que tenha optado por ser assistida por advogado ou defensor público, sem a presença de seu patrono.". Cada hipótese impede, independentemente da outra, o prosseguimento descrito; no caso, ambas estavam presentes.
4. Omissão judicial: o art. 9º, parágrafo único, no trecho pertinente, estabelece: "Parágrafo único. Incorre na mesma pena a autoridade judiciária que, dentro de prazo razoável, deixar de:
I - relaxar a prisão manifestamente ilegal;". O enquadramento decorre da omissão em relaxar a prisão, não da autoria de sua decretação.
A responsabilização penal, contudo, não é automática. O art. 1º, § 1º, determina: "§ 1º As condutas descritas nesta Lei constituem crime de abuso de autoridade quando praticadas pelo agente com a finalidade específica de prejudicar outrem ou beneficiar a si mesmo ou a terceiro, ou, ainda, por mero capricho ou satisfação pessoal.". Como essa finalidade não foi explicitada no enunciado, B deve ser compreendida como identificação das condutas objetivamente descritas na lei, e não como conclusão suficiente para condenação.
- Confira os conectivos legais: no art. 10, a ausência de prévia intimação e o caráter manifestamente descabido são hipóteses alternativas.
- Examine separadamente a comunicação judicial, o aviso à família e a nota de culpa; cumprir um desses deveres não compensa descumprir outro.
- Diferencie os marcos temporais: a nota de culpa tem prazo de 24 horas; a comunicação judicial deve ocorrer no prazo legal; o relaxamento deve ocorrer dentro de prazo razoável.
- Separe o enquadramento objetivo da responsabilidade penal: esta também exige a finalidade específica do art. 1º, § 1º.
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Comentários
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Tá difícil ser guarda!
Uma testemunha foi conduzida coercitivamente por determinação judicial, embora nunca tivesse sido intimada para comparecer espontaneamente = Abuso de autoridade, se houver dolo específico.
Sua família recebeu imediatamente a informação sobre a prisão e o local da custódia = OK.
A autoridade judiciária somente foi comunicada depois do prazo legal, sem justificativa para o atraso = Se houver dolo específico, abuso de autoridade.
A nota de culpa, contendo o motivo da prisão e os nomes do condutor e das testemunhas, foi entregue vinte e seis horas após a captura = Abuso de autoridade, pois o prazo é de 24h.
O preso declarou que exerceria o direito ao silêncio e solicitou assistência de defensor público. Apesar disso, as perguntas continuaram antes da chegada do profissional = Abuso de autoridade, se houver dolo específico.
A autoridade judiciária competente, mesmo reconhecendo a manifesta ilegalidade da prisão, deixou de determinar seu relaxamento dentro de prazo razoável = Abuso de autoridade, se houver dolo específico.
SE FOR PARA DESISTIR, DESISTA DE SER FRACO - WILL DETILI
Rv
A alternativa CORRETA é a letra B.
Analisando o caso prático com base estritamente no texto seco da Lei de Abuso de Autoridade (Lei nº 13.869/2019), veja o enquadramento perfeito de cada uma das condutas mencionadas na assertiva:
- Condução coercitiva sem intimação prévia: Configura crime pelo Art. 10, que tipifica "Decretar a condução coercitiva de testemunha ou investigado manifestamente descabida ou sem prévia intimação de comparecimento ao juízo".
- Comunicação judicial tardia sem justificativa: O Art. 12, caput, pune "Deixar injustificadamente de comunicar prisão em flagrante à autoridade judiciária no prazo legal".
- Nota de culpa entregue após 24 horas: O Art. 12, parágrafo único, inciso III, pune quem "deixa de entregar ao preso, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, a nota de culpa...". Como ela foi entregue apenas 26 horas depois, é uma conduta abusiva.
- Continuidade do interrogatório: O Art. 15, parágrafo único, pune quem prossegue com o interrogatório de pessoa que tenha decidido exercer o direito ao silêncio (inciso I) ou de pessoa que tenha optado por ser assistida por defensor público, sem a presença de seu patrono (inciso II).
- Responsabilidade do juiz: O Art. 9º, parágrafo único, inciso I, determina que incorre na mesma pena a autoridade judiciária que, dentro de prazo razoável, deixar de "relaxar a prisão manifestamente ilegal"
Prisão e comunicação — art. 12
Comete crime quem, injustificadamente:
- não comunica a prisão em flagrante ao juiz no prazo legal;
- não comunica imediatamente a execução da prisão preventiva ou temporária ao juiz que a decretou;
- não comunica imediatamente a prisão e o local à família ou à pessoa indicada;
- não entrega a nota de culpa em 24 horas;
- deixa de executar imediatamente alvará de soltura;
- mantém preso quem já cumpriu o prazo da prisão, pena, medida de segurança ou internação.
A nota de culpa deve indicar:
- motivo da prisão;
- nome do condutor;
- nomes das testemunhas.
OBSERVAÇÃO: o art. 12 menciona comunicação ao juiz e à família ou pessoa indicada.
A omissão de comunicação ao MP ou à Defensoria não está tipificada nesse artigo, embora possa violar outras normas.
O STF declarou incompatível com a Constituição a condução coercitiva de investigado ou réu para interrogatório. Isso não impede condução de testemunha regularmente intimada que injustificadamente não compareça. ADPFs 395 e 444 — STF
bota uma questão dessa p tua mãe responder. questão grande da feb
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