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Ao ser realizada uma dosagem de glicemia capilar, 8,5%, ass...

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Q4194642 Medicina
Uma paciente de 89 anos, sexo feminino, diabética, em uso de metformina 850 mg após o almoço e o jantar, hipertensa, em uso de enalapril 10 mg pela manhã e à noite, dislipidêmica, em uso de rosuvastatina 10 mg/d, procura o consultório com uma queixa de dispneia para caminhar duas quadras e edema vespertino de MMII. Ao exame físico, paciente tinha uma altura de 1,50 m, peso de 75 Kg, índice de massa corpórea de 33 Kg/m2 . Seu ritmo cardíaco era irregular, com uma frequência cardíaca de 105 batimentos por minuto, sua pressão arterial encontrava-se em 140 x 80 mmHg. Realizou um eletrocardiograma no consultório que mostrou a presença de fibrilação atrial com alta resposta ventricular.

Ao ser realizada uma dosagem de glicemia capilar, 8,5%, assinale a alternativa correta quanto à conduta a ser tomada.

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A decisão é guiada pelo quadro clínico sugestivo de insuficiência cardíaca/congestão em paciente com DM2 e pela preferência por inibidor de SGLT2 nesse contexto; entre as alternativas, isso favorece a dapagliflozina.

Tema central: DM2 com suspeita de insuficiência cardíaca
Análise das alternativas
A
Errada
Pioglitazona está errada porque tiazolidinedionas podem causar retenção hidrossalina, edema e piora de insuficiência cardíaca. Isso conflita diretamente com os achados de dispneia e edema já presentes no caso.
B
Errada
Aumentar a metformina pode até intensificar o controle glicêmico, mas não enfrenta o critério clínico que decide a questão: a suspeita de insuficiência cardíaca. Entre as opções, a conduta deve priorizar uma classe com benefício específico em insuficiência cardíaca.
C
Certa
A dapagliflozina é a melhor intensificação porque a paciente não deve ser tratada apenas pelo valor de HbA1c: dispneia aos esforços, edema de MMII e fibrilação atrial com alta resposta ventricular compõem um fenótipo sugestivo de insuficiência cardíaca/congestão. Nessa situação, o inibidor de SGLT2 agrega benefício em insuficiência cardíaca, além de controle glicêmico e baixo risco de hipoglicemia, o que é especialmente vantajoso em uma paciente de 89 anos.
D
Errada
Glicazida é secretagogo e aumenta o risco de hipoglicemia, problema particularmente importante em idosos. Além disso, não oferece benefício em insuficiência cardíaca, perdendo para a dapagliflozina em segurança geriátrica e adequação ao contexto cardiovascular.
E
Errada
Repaglinida também é secretagogo, com risco de hipoglicemia, e ainda implica maior complexidade posológica relacionada às refeições, o que pesa contra seu uso em geriatria. Assim como a glicazida, não agrega benefício em insuficiência cardíaca.
Pegadinha da questão
A banca desloca o foco do número glicêmico para a comorbidade cardiovascular: o caso se decide mais pelo fenótipo congestivo sugestivo de insuficiência cardíaca do que pelo valor de 8,5%. Há ainda impropriedade técnica no texto ao chamar de glicemia capilar um resultado em porcentagem, plausivelmente hemoglobina glicada.
Dica para questões semelhantes
  • Em DM2, não escolha a intensificação só pela HbA1c quando o enunciado trouxer insuficiência cardíaca ou forte suspeita clínica dela.
  • Se houver dispneia e edema, tiazolidinediona deve ser afastada pelo risco de retenção hídrica e piora congestiva.
  • Em idosos, secretagogos como sulfonilureias e glinidas perdem espaço quando existe alternativa com menor risco de hipoglicemia.
  • Quando a prova trouxer DM2 associado a insuficiência cardíaca, procure a opção com benefício cardiorrenal específico, como um inibidor de SGLT2.

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