Marque o que não se comprova na estrutura textual.
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Tema central: Interpretação de texto. A questão exige que o candidato identifique, a partir da leitura atenta do texto, o que NÃO se comprova entre as opções apresentadas. Esse tipo de questão pede observação crítica, comparação entre as alternativas e a identificação dos elementos realmente presentes no texto – habilidade essencial em provas de concursos públicos para Guarda Municipal.
Análise da alternativa correta – D)
Excesso de minúcias descritivas polissêmicas: O termo “minúcias descritivas” refere-se a descrições muito detalhadas; “polissemia” é quando uma palavra tem múltiplos sentidos. O texto apresentado não desenvolve relatos minuciosos nem sobrecarrega a argumentação com detalhes descritivos polissêmicos. O foco está na argumentação – defender ou refutar a ideia central (“o brasileiro não lê”) com dados, exemplos objetivos e ironia, jamais fluindo por descrições carregadas de ambiguidade. Assim, a alternativa D é a resposta CORRETA, pois descreve um elemento AUSENTE no texto.
Análise das alternativas incorretas:
A) Exemplo de organização frasal em primeira pessoa: O texto é um relato em primeira pessoa do singular, como em “costumo conversar muito sobre livros”. Isso está comprovado no texto.
B) Trechos que exemplificam defesa de ponto de vista: O autor argumenta contra o clichê de que “o brasileiro não lê”, defendendo seu ponto de vista e trazendo fatos. Portanto, está presente na estrutura textual.
C) Exemplo de dado numérico percentual: No sexto parágrafo, há: “desde 2004 o preço médio do livro caiu 40%”. Um dado percentual explícito, comprovando a alternativa.
E) Exemplos de dados cronológicos: Diversos momentos trazem datas e marcos temporais, como “em 2003”, “entre 6 e 16 de junho”, “2004”. Está claramente presente no texto.
Resumo/estratégia: Ao ler questões desse tipo, atenção à negação no comando (“não se comprova”) e distinção clara entre descrição (minúcias) e argumentação. O texto argumentativo privilegia dados, fatos e opiniões, não descrições minuciosas nem exploração de palavras com múltiplos sentidos.
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Comentários
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Li o texto, não achei "dados numéricos percentuais".
A) Exemplo de organização frasal em primeira pessoa.
" Ao menos é isso que eu tenho escutado. Por obrigação profissional e por obsessão nas horas vagas, costumo conversar muito sobre livros (..)"
B) Trechos que exemplificam defesa de ponto de vista.
" O brasileiro não lê – e, mesmo se lesse, só leria bobagens."
C) Exemplo de dado numérico percentual.
" O brasileiro não lê, mas desde 2004 o preço médio do livro caiu 40%, descontada a inflação."
D) Excesso de minúcias descritivas polissêmicas. GABARITO
Polissemia: palavras com dois ou mais sentidos. Manga: fruta/ manga de blusa Dama: mulher/ jogo;
E) Exemplos de dados cronológicos.
A cronologia é a sucessão do tempo que marca as circunstâncias, eventos e fatos.
" O brasileiro não lê, mas a quantidade de livros produzidos no Brasil só cresceu nos últimos anos. Na pesquisa mais recente da Câmara Brasileira do Livro, a produção anual se aproximava dos 500 milhões de exemplares. Seriam aproximadamente 2,5 livros para cada brasileiro, se o brasileiro lesse.
O brasileiro não lê, mas o país é o nono maior mercado editorial do mundo, com um faturamento de R$ 6,2 bilhões. Editoras estrangeiras têm desembarcado no país para investir na publicação de livros para os brasileiros que não leem. Uma das primeiras foi a gigante espanhola Planeta, em 2003. Naquela época, imagino, os brasileiros já não liam. Outras editoras vieram depois, no mesmo movimento incompreensível."
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