Paciente do sexo feminino, com 14 anos de idade, recebe
atendimento médico por apresentar quadro de hematúria
macroscópica acompanhada de mialgia discreta, adinamia,
discreta hipertermia (temperatura axilar=37.8°C). A mãe
informa que a paciente apresentou infecção de vias aéreas superiores há cerca de um mês, que regrediu
após tratamento com amoxicilina durante sete dias. Por
ocasião dessa primeira consulta a paciente apresenta
hipertensão arterial (Pressão arterial = 150x110 mmHg),
o fundo de olho é normal e não há outras alterações do
exame físico. A paciente é hospitalizada pois os primeiros
exames laboratoriais já mostram creatinina sérica elevada
(8,4 mg/dL) e ela evolui rapidamente com oligoanúria,
edema e agravamento da função renal. A hematúria
macroscópica regride, mas persiste hematúria
microscópica, com presença de cilindros hemáticos
e a paciente passa a apresentar também proteinúria
(3g/24 h). A investigação clínico-laboratorial não
evidencia presença de vasculite ou doença sistêmica.
A dosagem de complemento sérico (C3, CH50) é
normal; anticorpos antinucleares ausentes, pesquisa
de fator anti-nuclear negativa. A paciente foi submetida
à biópsia renal - fragmento com 30 glomérulos, com
proliferação das células epiteliais da cápsula de
Bownan e infiltração por macrófagos e linfócitos,
configurando a presença de crescentes epiteliais em
70% dos glomérulos, alguns com aspecto fibrocelular.
A imunofluorescência da biópsia renal, reproduzida
abaixo, evidencia deposição linear de IgG - não há
depósitos mesangiais; imunofluorescência negativa
para IgM, IgA e C3.
Com base na história clínica, evolução e na biópsia renal
e imunofluorescência, pergunta-se qual o mecanismo
responsável pelo dano glomerular?
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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