Paciente, 55 anos, sexo masculino, tabagista (1 maço/dia), h...

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Q4152446 Medicina
Paciente, 55 anos, sexo masculino, tabagista (1 maço/dia), hipertenso em uso irregular de losartana 50mg/dia. Nega diabetes. Relata sedentarismo e dieta rica em gorduras saturadas. História familiar positiva para infarto agudo do miocárdio (pai faleceu aos 52 anos). Obs.: HDL: lipoproteína de alta densidade e LDL: Lipoproteínas de baixa densidade.
Exames laboratoriais: - Colesterol Total: 280 mg/dL, LDL-c: 190 mg/dL, HDL-c: 35 mg/dL e Triglicerídeos: 210 mg/dL.
Considerando o alto risco cardiovascular do paciente e o perfil lipídico, assinale a alternativa que apresenta a conduta INCORRETA: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Em paciente com LDL-c de 190 mg/dL e múltiplos fatores de risco cardiovascular, a terapia hipolipemiante inicial deve ser uma estatina de alta intensidade; fibratos têm papel predominante na redução de triglicerídeos e não são a primeira linha quando o problema central é LDL elevado. Por isso, a proposta de iniciar fenofibrato antes de otimizar estatina é a alternativa incorreta.

Tema central: Terapia inicial da dislipidemia em alto risco cardiovascular
Análise das alternativas
A
Errada
Não é a alternativa incorreta. A conduta é compatível com o quadro, porque o paciente tem LDL-c de 190 mg/dL associado a múltiplos fatores de risco cardiovascular, cenário em que estatina de alta intensidade é a primeira linha para redução de LDL e de risco aterosclerótico. O ponto técnico decisivo é a prioridade da estatina no LDL muito elevado.
B
Errada
Não é a alternativa incorreta. A meta proposta é compatível com prevenção intensiva em paciente de alto ou muito alto risco, e a própria alternativa admite variação conforme a diretriz. A base considera essa afirmação aceitável no contexto da questão.
C
Errada
Não é a alternativa incorreta. A avaliação de placa aterosclerótica, como escore de cálcio, pode ajudar a refinar risco, mas não é pré-requisito para indicar tratamento intensivo quando o risco clínico já está claro e o LDL-c está muito elevado. A alternativa reconhece isso ao dizer que pode ser útil, sem torná-la obrigatória.
D
Certa
A alternativa D é a incorreta porque propõe fenofibrato como primeira linha para reduzir colesterol total e LDL antes de otimizar a estatina. Na base da decisão, estatinas são a terapia de primeira linha para reduzir LDL-c e risco cardiovascular aterosclerótico, enquanto fibratos atuam predominantemente sobre triglicerídeos e não substituem estatina quando o problema principal é LDL elevado. Neste caso, o LDL-c de 190 mg/dL e o alto risco cardiovascular reforçam a necessidade de estatina de alta intensidade como tratamento inicial.
E
Errada
Não é a alternativa incorreta. Cessação do tabagismo e mudança de estilo de vida fazem parte do manejo cardiovascular global e devem acompanhar o tratamento medicamentoso. A base considera essa orientação correta como componente não farmacológico do cuidado.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre triglicerídeos moderadamente elevados e indicação de fibrato como primeira linha. Aqui, apesar dos triglicerídeos de 210 mg/dL, a prioridade continua sendo o LDL-c de 190 mg/dL em paciente de alto risco.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o LDL-c é muito alto e o risco cardiovascular é elevado, pense primeiro em estatina de alta intensidade como terapia inicial.
  • Fibrato não substitui estatina quando o alvo principal é reduzir LDL-c.
  • Triglicerídeos moderadamente elevados não deslocam a prioridade terapêutica se o problema central continua sendo LDL muito elevado.
  • Exames como escore de cálcio podem refinar risco, mas não são obrigatórios quando a indicação de tratamento intensivo já está clara clinicamente.

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