Na avaliação pré-anestésica de paciente com insuficiência re...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda a avaliação pré-anestésica do paciente com insuficiência renal crônica (IRC), ponto fundamental ao anestesiologista, por conta das alterações fisiológicas e adaptações orgânicas causadas pela doença renal. Essas alterações impactam diretamente a condução anestésica e o prognóstico do paciente.
Análise da alternativa correta – D:
A presença de níveis aumentados de 2,3-difosfoglicerato (2,3-DPG) nos eritrócitos é um achado fisiológico típico em pacientes com IRC que desenvolvem anemia crônica. O aumento do 2,3-DPG causa uma menor afinidade da hemoglobina pelo oxigênio, facilitando sua liberação tecidual – uma compensação importante frente à redução da capacidade de transporte de oxigênio pela anemia.
De acordo com a literatura médica, como no Harrison's Principles of Internal Medicine, "em situações de anemia crônica, os níveis de 2,3-DPG aumentam, promovendo deslocamento da curva de dissociação da hemoglobina para a direita" (Harrison, 20ª ed., cap. 340).
Por que as demais alternativas estão erradas?
A) Presença de hiperalbuminemia: A IRC geralmente cursa com hipoalbuminemia, resultante tanto da perda urinária de proteínas (especialmente em síndromes nefróticas associadas) quanto pela diminuição da síntese hepática. Ou seja, o achado é oposto ao proposto na alternativa.
B) Acidose metabólica com baixo ânion gap: O esperado na IRC é a presença de acidose metabólica com ânion gap elevado, pois há acúmulo de ácidos orgânicos não excretados. Acidose com baixo ânion gap é rara na IRC e decorre de outras causas.
C) Hipocalemia como alteração eletrolítica mais grave: O distúrbio eletrolítico significativo na insuficiência renal é a hipercalemia, não hipocalemia, devido à redução da excreção renal do potássio.
Estratégia de prova: Ao ler questões de fisiopatologia, busque identificar adaptações orgânicas típicas da doença de base. Cuidado com pegadinhas opostas (exemplo: hipo x hiperalbuminemia).
Contribuição normativa: Protocolos, como o PCDT da Doença Renal Crônica do Ministério da Saúde, alertam para o rastreio da anemia e manejo individualizado, evidenciando a importância das adaptações como o aumento do 2,3-DPG.
Resumo: O aumento do 2,3-DPG é uma adaptação fisiológica comum e relevante ao contexto da IRC com anemia.
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