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Q3367658 Medicina
O termo endoleak descreve a situação de manutenção da perfusão do saco aneurismático, apesar do implante da endoprotese, e constitui uma complicação frequente em pacientes submetidos a correção endovascular. Quando o mecanismo de vazamento se dá por porosidade do tecido de revestimento, o endoleak é classificado como do tipo
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Comentário da Questão – Endoleak e Correção Endovascular

Tema central: A questão aborda a classificação dos endoleaks, complicação importante após a correção endovascular de aneurismas, com foco no mecanismo relacionado à porosidade do tecido de revestimento da endoprótese.

Justificativa da alternativa correta (D – IV):

De acordo com a literatura médica especializada, o endoleak tipo IV ocorre por permeabilidade ou porosidade do tecido do enxerto. Esse vazamento é transitório, observando-se fluxo sanguíneo para o saco aneurismático através de microporos da endoprótese, geralmente nas primeiras horas ou dias do pós-operatório. Nessa situação, o sangramento costuma ser autolimitado, resolvendo-se à medida que ocorre selamento natural do enxerto.

Segundo citações dos principais manuais de cirurgia vascular, como Rutherford e UpToDate: “Endoleak tipo IV refere-se à passagem de sangue através da parede porosa da endoprótese, geralmente autolimitando-se.” (Rutherford’s Vascular Surgery, 9ª edição, capítulo 88).

Análise das alternativas incorretas:

  • I: Vedação inadequada nas zonas de ancoragem proximal ou distal (gotejamento pelas extremidades da prótese); não se relaciona com porosidade do tecido, e sim com “fugas” nos selos, contexto completamente distinto.
  • II: Vazamento colateral via vasos aferentes ou eferentes mantidos (ex: artérias lombares), sem ligação com a integridade do tecido da prótese.
  • III: Decorre de falhas estruturais da endoprótese – separação de módulos, rupturas ou desinserção, não de simples porosidade.
  • V: Conhecida como endotensão: há aumento da tensão ou expansão do saco aneurismático sem detecção visível de vazamento de contraste; não envolve passagem de sangue por porosidade do enxerto.

Estratégia e pegadinhas: O principal desafio da questão é não confundir “porosidade do tecido” (IV) com “falha estrutural” (III) – esta última envolve danos físicos, ao passo que a primeira é inerente ao material do enxerto. Um erro comum em provas é pensar que qualquer problema no enxerto é tipo III; atenção ao termo “porosidade”.

Resumo: Se o vazamento for pela porosidade do tecido do enxerto, trata-se de endoleak tipo IV. Saber diferenciar os mecanismos é fundamental para conduta e prognóstico.

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