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Q736326 Medicina
Após nefrectomia parcial, de massa tumoral de 3 cm em polo inferior do rim direito, com resfriamento da loja renal no retroperitônio com gelo moído, tempo de isquemia após clampeamento seletivo da artéria renal de 20 minutos, fechamento da via excretora e reforço da sutura do parênquima com celulose oxidada (Surgicel@), paciente assintomático. A tomografia de abdome realizada no 23º dia pós-operatório mostrou gás na área da manipulação cirúrgica do leito renal. A causa mais comum do gás nesse caso é
Alternativas

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Tema central: O foco da questão é a interpretação de achados radiológicos após nefrectomia parcial, especialmente a identificação da origem do gás no leito cirúrgico renal em paciente assintomático no vigésimo terceiro dia pós-operatório, relacionando com o uso de materiais hemostáticos.

Justificativa da alternativa correta (C):

A celulose oxidada (Surgicel®) é amplamente utilizada em cirurgias para hemostasia, permanecendo no local operado até sua absorção total, que pode levar entre 2 e 6 semanas. Durante esse processo, a degradação desse material pela ação do sistema imunológico pode gerar bolhas de gás estéreis, visualizáveis em exames de imagem. Isso ocorre sem sintomas clínicos relevantes, diferentemente de complicações infecciosas, e é um achado benigno já descrito em literatura médica.

Referência: “A absorção de grandes quantidades pode levar até seis semanas. Durante esse processo, pode ser observada a formação de gás na área de aplicação” (Revista Brasileira de Cirurgia Plástica e literatura médica citada).

Análise das alternativas incorretas:

A) Urinoma: Resulta geralmente de extravasamento urinário e se associa a sintomatologia local e/ou sistêmica. O paciente está assintomático, tornando improvável esse diagnóstico.

B) Hematoma: Hematomas não costumam gerar gás espontaneamente; só ocorrem em caso de infecção, cuja ausência de sintomas descarta.

D) Abscesso: Presença de gás num abscesso quase sempre se associa a febre, dor ou sinais de inflamação, ausentes neste caso.

E) Necrose renal por hipotermia: Embora plausível teoricamente, necrose asséptica não leva à produção de gás visualizável na tomografia.

Estratégia de prova: Observe atentamente o tempo de pós-operatório, sinais clínicos e descrição da técnica cirúrgica - tudo indica ausência de infecção e correspondência temporal típica com a degradação do material hemostático. Fique atento a enunciados que informam paciente assintomático, pois isso afasta infecção ou extravasamento urinário!

Resumo: Gás estéril visível no local de hemostáticos absorvíveis, sem sintomas, é diagnóstico diferencial importante e benigno no pós-operatório; não confunda com abscesso ou urinoma.

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A resposta correta é a alternativa C, o uso da celulose oxidada utilizada como reforço da sutura do parênquima. O gás no leito renal é uma complicação conhecida, mas rara, da nefrectomia parcial. É causada pelo acúmulo de gás produzido pela celulose oxidada, que é uma substância absorvível utilizada para hemostasia e prevenção de sangramento durante a cirurgia. O gás é absorvido pelo corpo ao longo do tempo e não causa danos significativos ao paciente, mas deve ser monitorado por meio de exames de imagem para detectar sua resolução. As outras opções não são as causas mais prováveis de gás no leito renal após nefrectomia parcial.

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