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Q1122151 Medicina
Mulher, 30 anos, é trazida emergência em insuficiência respiratória aguda. Telerradiografia de tórax com padrão de infiltrado intersticial difuso. Realizado teste rápido anti-HIV, que foi positivo e confirmado por método ELISA. Qual a conduta correta em relação ao início de tratamento antirretroviral específico?
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Tema central: A questão aborda manejo inicial do HIV em paciente crítico. Trata-se de uma mulher em insuficiência respiratória aguda com HIV recém-diagnosticado, quadro sugestivo de condição clínica grave (possivelmente pneumonia oportunista).

Justificativa da alternativa correta (B): Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos do Ministério da Saúde, “em pacientes com condições clínicas agudas graves, recomenda-se adiar o início da TARV até a estabilização do quadro clínico, para evitar complicações associadas à síndrome inflamatória de reconstituição imune (SIRI)”.

Ao iniciar a terapia antirretroviral (TARV) antes da estabilização clínica, pode-se precipitar a SIRI, complicando ainda mais o estado do paciente. Estudos reforçam que começar a TARV em pacientes criticamente enfermos não reduz mortalidade e pode prolongar internação (The Brazilian Journal of Infectious Diseases, 2020).

Análise das alternativas incorretas:

A) Iniciar terapia tripla imediatamente: Errado. Embora o início precoce da TARV seja desejado em condições estáveis, há contraindicação formal em situações agudas graves pelo risco elevado de SIRI.

C) Iniciar tratamento quando CD4 < 50/mm³: Errado. O início da TARV não depende exclusivamente de contagem de CD4, mas da condição clínica (estabilidade versus quadro agudo grave).

D) Começar se carga viral detectável: Errado. Quase todos os pacientes diagnosticados apresentam carga viral detectável. O critério correto é a estabilidade clínica, não apenas o resultado da carga viral.

E) Não há indicação para TARV: Errado. Todos os pacientes com HIV têm indicação de tratamento. O que difere é o momento de início em relação à gravidade e estabilidade clínica.

Estratégia para as provas: Atenção a situações clínicas agudas graves (insuficiência respiratória, internação em UTI, neuroinfecções) — adie a TARV até estabilizar. Cuidado com pegadinhas sugerindo início “imediato” em qualquer situação!

Referência: PCDT HIV/AIDS do Ministério da Saúde, seção sobre início de TARV, e artigos científicos indexados (ex: UpToDate, BJID).

Resumo: Introduzir antirretrovirais após melhora do quadro clínico reduz riscos e segue as diretrizes oficiais.

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Comentários

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Neste caso clínico, a conduta correta é a alternativa B, que indica a introdução dos antirretrovirais após a melhora do quadro clínico. Isso se deve ao fato de que a paciente está com insuficiência respiratória aguda, que é uma emergência médica. Neste momento, é importante estabilizar o quadro da paciente, e somente após isso, iniciar o tratamento antirretroviral específico para o HIV. Além disso, é necessário avaliar outros fatores, como a contagem de células CD4 e a carga viral, para definir o esquema adequado de tratamento antirretroviral. Portanto, a conduta correta é iniciar o tratamento antirretroviral após a melhora do quadro clínico.

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