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Q1122150 Medicina
Homem, 80 anos, em cuidados de fim de vida, é acompanhado por um médico de família, com terapia nutricional em domicílio. Devido à disfagia, o médico indicou uma intervenção para realizar gastrostomia. Deve-se informar à família que a complicação mais frequente da nutrição enteral é:
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Tema central: A questão aborda as complicações mais frequentes da nutrição enteral domiciliar em pacientes com indicação de gastrostomia, um cenário comum na prática do médico de família, especialmente em contextos de cuidados paliativos.

Justificativa da alternativa correta (C) – Diarreia:

A diarreia é a complicação gastrointestinal mais prevalente em pacientes submetidos à alimentação enteral, seja por sonda nasoenteral ou gastrostomia. Isso se deve à interação de múltiplos fatores, como:

  • Osmolalidade elevada ou inadequação da fórmula;
  • Taxa de infusão demasiado rápida;
  • Intolerância a componentes da dieta;
  • Contaminação da solução enteral;
  • Desordens intestinais do paciente ou medicamentos associados.

Segundo diretriz da ESPEN (“Guidelines práticas da ESPEN: nutrição entérica domiciliária”), sintomas gastrointestinais – especialmente diarreia – são os mais observados nos pacientes em terapia enteral (Seção: Complicações gastrointestinais).

Revisões sistemáticas reportam que a incidência de diarreia pode chegar a 57% dos casos, reforçando sua relevância prática e clínica.

Análise das alternativas incorretas:

A) Íleo paralítico: Apesar de possível, é rara e ocorre geralmente em pós-operatórios abdominais ou em pacientes gravemente enfermos — não é a complicação mais comum da nutrição enteral.

B) Perfuração: É uma complicação grave, mas rara na prática clínica, vinculada a erros técnicos no procedimento e não à alimentação enteral.

D) Hipofosfatemia: Mais frequente em síndrome de realimentação, especialmente em pacientes criticamente desnutridos, mas não é a principal complicação na rotina da nutrição enteral.

E) Hipoglicemia: É pouco comum, podendo ocorrer se houver interrupção abrupta da dieta em pacientes dependentes exclusivamente da nutrição enteral, porém está longe de ser a complicação mais vista.

Dicas de abordagem para a prova:

  • Fique atento a termos como “mais frequente”;
  • Avalie complicações que sejam corriqueiras no cotidiano do médico da família, considerando os aspectos clínicos e epidemiológicos;
  • Desconfie de alternativas graves (perfuração, íleo) — costumam ser menos frequentes que complicações leves e funcionais.

Conclusão: Ao reconhecer que a diarreia é o efeito adverso mais comum da nutrição enteral, você responde de forma alinhada com as melhores evidências e protocolos: Alternativa C – Diarreia.

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A resposta correta é a alternativa C, diarreia. Quando há uma mudança na dieta ou uma intervenção para a nutrição enteral, é comum ocorrerem alterações gastrointestinais, como diarreia, náusea, vômito e constipação. Essas complicações são geralmente leves e temporárias, mas podem causar desconforto e até mesmo interferir na eficácia da nutrição enteral. É importante que a família esteja ciente dessas possíveis complicações e que o médico de família esteja monitorando de perto o paciente e ajustando a terapia nutricional conforme necessário.

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