Homem, 23 anos, com passado de bronquite na infância, histó...
Gabarito comentado
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Tema central:
A questão aborda o manejo farmacológico do paciente adulto jovem com asma persistente, quadro sugerido por história pregressa de atopia, bronquite e sibilância ao exame físico. Trata-se de uma situação frequente no contexto de avaliação ocupacional, requerendo conhecimento atualizado das diretrizes nacionais.
Justificativa da alternativa correta – A) budesonida:
A budesonida é um corticosteroide inalatório, sendo a medicação de escolha para o tratamento de manutenção da asma persistente, pois atua diretamente na inflamação crônica das vias aéreas.
De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Asma do Ministério da Saúde:
“Os corticosteroides inalatórios são utilizados a partir da etapa 2 do tratamento de manutenção da asma.” E ainda: “A escolha do corticoide inalatório é prioritária devido ao melhor perfil de segurança e eficácia em relação aos corticosteroides sistêmicos.”
Evidência adicional do São Paulo Medical Journal mostra que a budesonida inalável, em dose de 400 µg, melhora significativamente a função pulmonar e controla sintomas em adultos com asma.
Análise das alternativas incorretas:
- B) Bamifilina: Bronco dilatador metilxantínico com uso limitado e perfil de efeitos adversos desfavorável. Não consta como opção preferencial nas diretrizes atuais para manutenção da asma.
- C) Brometo de tiotrópio: Anticolinérgico de longa ação, indicado prioritariamente para DPOC. Seu emprego na asma é restrito a casos graves com resposta inadequada às terapias convencionais.
- D) Diosmina: Flavonoide utilizado para insuficiência venosa crônica. Não há qualquer indicação no tratamento de asma.
- E) Prednisona: Corticoide oral, usado em exacerbações agudas. Não deve ser prescrito como manutenção devido ao risco de efeitos colaterais sistêmicos.
Pegadinhas e dicas:
Fique atento ao modo de administração (inalatório x oral), ao perfil do paciente (controle x crise aguda) e à indicação de cada fármaco. Muitos confundem corticosteroides sistêmicos com inalatórios no contexto de manutenção da asma persistente.
Resumo: Para o controle de sintomas e prevenção de exacerbações da asma, a budesonida inalável é a conduta baseada em evidências e nas diretrizes brasileiras.
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