A probabilidade do paciente em questão estar com quadro de ...
Paciente masculino de 62 anos vem sendo submetido à quimioterapia para tratamento de uma neoplasia gástrica, com boa evolução clínica. Há dois dias vem apresentado coriza e tosse seca, com pouca repercussão clínica, mas há cerca de seis horas sente-se mais cansado que o habitual. Paciente não tem história pregressa de trombose venosa profunda(TVP) ou embolia pulmonar, nega hemoptise e outras manifestações associadas. O exame físico mostra:
•Ausência de sinais de TVP.
•Frequência respiratória de 20 mrpm.
•Frequência cardíaca de 96 pbm.
•Pressão arterial = 120 x 70 mmHg.
•Ausculta pulmonar normal.
•Sem outros dados relevantes.
A probabilidade do paciente em questão estar com quadro de tromboembolismo pulmonar:
Gabarito comentado
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Alternativa correta: A - É baixa.
O tema central dessa questão é a avaliação da probabilidade de um paciente estar com quadro de tromboembolismo pulmonar (TEP). Para resolver essa questão, é necessário compreender os fatores de risco e sintomas associados ao TEP, bem como interpretar os dados clínicos apresentados.
Justificativa para a alternativa A: A probabilidade de o paciente estar com TEP é considerada baixa porque, apesar do cansaço recente, ele apresenta ausência de sinais clínicos típicos de trombose venosa profunda (TVP) e não possui histórico de TVP ou embolia pulmonar. Além disso, os sinais vitais e a ausculta pulmonar são normais, o que diminui a probabilidade de um TEP significativo.
Análise das alternativas incorretas:
B - É moderada. Esta alternativa está incorreta porque a presença de sintomas moderados, como cansaço leve sem repercussão clínica significativa e a ausência de sinais de TVP, não justifica uma probabilidade moderada de TEP.
C - É alta. Esta opção está errada pois os dados clínicos não sustentam uma alta probabilidade de TEP. Fatores como a ausência de história pregressa de TVP e ausência de hemoptise sugerem um risco baixo.
D - Não pode ser estimada, estando formalmente indicada tomografia de tórax. Esta alternativa é incorreta porque a probabilidade de TEP, mesmo que baixa, pode ser estimada com base nas informações clínicas disponíveis. A indicação imediata de tomografia sem outros sinais clínicos importantes não é justificada aqui.
É importante que, ao abordar questões desse tipo, você analise cuidadosamente a presença ou ausência de fatores de risco e sintomas específicos que podem alterar a probabilidade de uma condição clínica.
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