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Gabarito comentado
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Tema central: Tempos verbais do modo indicativo, especialmente o uso do pretérito imperfeito em textos narrativos.
No fragmento analisado, observa-se o emprego predominante dos verbos “tinha vontade de acabar”, “significavam tais cautelas”, “supunham uma toleirona”, “enganavam-se”. Todos estes estão no pretérito imperfeito do indicativo, tempo verbal que, de acordo com obras como “Nova Gramática do Português Contemporâneo” (Cunha & Cintra), expressa ações contínuas, habituais ou simultâneas a outro fato no passado, sem indicação de conclusão.
Por exemplo: “Às vezes, tinha vontade de acabar com isso”. O verbo “tinha” mostra um desejo repetido ao longo de um tempo passado, não um evento isolado e finalizado.
Alternativa correta: D) pretérito imperfeito do indicativo, representando o fato como não concluído, situando-o em um espaço de tempo simultâneo a um ponto de referência passado. O trecho exemplifica o uso do imperfeito para retratar ações ou situações em desenvolvimento ou que se repetiam anteriormente, sem delimitação exata de quando começaram ou terminaram. Esta análise está em conformidade com a explicação de gramáticas de referência.
Análise das alternativas incorretas:
A) Presente do indicativo: Não há uso do presente; todos os verbos citados narram acontecimentos passados.
B) Pretérito perfeito do indicativo: Este indicaria um fato já concluído (“falei”, “decidi”), o que não ocorre; todas as ações no texto são não concluídas ou repetidas.
C) Mais-que-perfeito do indicativo: Indica ação anterior a outra já passada (“falara”); não há esse valor temporal no trecho.
E) Pretérito imperfeito do subjuntivo: Esse tempo marca hipótese, condição ou desejo (“se falasse”); não se aplica, pois a narração trata de episódios reais do passado.
DICA! Sempre observe o valor do tempo verbal no contexto: o imperfeito é abundante em trechos literários para ações de fundo, habitualidade ou simultaneidade.
Resumo: O reconhecimento preciso do pretérito imperfeito do indicativo e seu papel na narrativa são essenciais para interpretar corretamente tanto este trecho quanto questões similares de concursos.
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Comentários
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GABARITO: LETRA D
→ “Que diabo significavam tais cautelas?... Se a supunham uma toleirona, enganavam-se – ela era muito capaz de os enfiar a todos pelo ouvido de uma agulha!”
→ Verbo conjugado na 3ª pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo (=fato como não concluído, situando-o em um espaço de tempo simultâneo a um ponto de referência passado).
✓ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!
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