A avaliação e o manejo da incontinência urinária e fecal sã...

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Q3916388 Medicina
A avaliação e o manejo da incontinência urinária e fecal são essenciais em pacientes geriátricos, especialmente antes de procedimentos cirúrgicos que possam interferir na função pélvica. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)A incontinência fecal em idosos é geralmente causada por doenças neurológicas agudas, não envolvendo fatores anatômicos ou funcionais do esfíncter anal ou reto.
(__)A incontinência urinária de esforço ocorre principalmente devido à fraqueza do assoalho pélvico e insuficiência da uretra para manter continência durante aumento da pressão intra-abdominal, sendo frequentemente associada a múltiplos partos em mulheres.
(__)O envelhecimento isolado não influencia a função do esfíncter anal nem aumenta a predisposição à incontinência fecal, sendo fatores genéticos a única causa relevante nessa população.
(__)Estratégias de reabilitação do assoalho pélvico, incluindo exercícios de fortalecimento muscular, biofeedback e eletroestimulação, demonstram eficácia em reduzir episódios de incontinência urinária e fecal em pacientes selecionados.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é reconhecer que a incontinência fecal no idoso é multifatorial e que o envelhecimento pode reduzir a reserva funcional da continência anal, enquanto a incontinência urinária de esforço decorre de falha do mecanismo uretral/assoalho pélvico diante do aumento da pressão intra-abdominal. Assim, as assertivas 1 e 3 são falsas por usarem negações e exclusividades incorretas sobre a fisiopatologia da incontinência fecal, e as assertivas 2 e 4 são verdadeiras por descreverem o mecanismo clássico da incontinência urinária de esforço e o papel da reabilitação do assoalho pélvico.

Tema central: Incontinência no idoso
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque exige que as quatro assertivas sejam verdadeiras. Isso conflita com a fisiopatologia da incontinência fecal no idoso: a 1ª erra ao atribuir causa geral a doenças neurológicas agudas e excluir fatores anatômicos e funcionais do esfíncter anal e do reto; a 3ª erra ao negar influência do envelhecimento na continência anal e ao afirmar exclusividade genética.
B
Errada
Incorreta porque transforma a 1ª em verdadeira e a 2ª e a 4ª em falsas. A 1ª é incompatível com o caráter multifatorial da incontinência fecal geriátrica. A 2ª descreve corretamente a incontinência urinária de esforço, baseada em fraqueza do assoalho pélvico/hipermobilidade uretral e deficiência esfincteriana. A 4ª também está errada nessa alternativa porque a reabilitação do assoalho pélvico, com exercícios, biofeedback e eletroestimulação em selecionados, tem eficácia reconhecida como manejo conservador.
C
Errada
Incorreta porque erra o valor da 2ª e da 3ª assertivas. A 2ª não é falsa: ela traz o mecanismo clássico da incontinência urinária de esforço e a associação com múltiplos partos. A 3ª não pode ser verdadeira, pois o envelhecimento pode reduzir a força e a reserva funcional do mecanismo de continência anal, e não há base para considerar fatores genéticos como única causa relevante.
D
Certa
A alternativa D está correta porque corresponde à sequência F, V, F, V. A 1ª assertiva é falsa: incontinência fecal geriátrica não se explica geralmente apenas por doença neurológica aguda e envolve também disfunção esfincteriana, alterações retais, consistência das fezes, fecaloma com extravasamento, cognição e limitação funcional. A 2ª é verdadeira: a incontinência urinária de esforço ocorre quando o aumento da pressão intra-abdominal supera a capacidade de fechamento uretral, tipicamente por fraqueza do suporte pélvico/hipermobilidade uretral e/ou deficiência esfincteriana, com associação frequente à multiparidade. A 3ª é falsa: o envelhecimento não é neutro para a continência anal e pode aumentar a vulnerabilidade à incontinência, portanto é incorreto dizer que não influencia e que genética seria a única causa relevante. A 4ª é verdadeira: treinamento do assoalho pélvico, biofeedback e, em casos selecionados, eletroestimulação têm papel conservador com redução de episódios de incontinência urinária e fecal.
Pegadinha da questão
A banca explorou o uso de termos absolutos nas assertivas falsas sobre incontinência fecal — excluir fatores esfincterianos/retais, negar efeito do envelhecimento e atribuir causalidade única — além de testar se o candidato reconhece o mecanismo clássico da incontinência urinária de esforço e o papel da reabilitação conservadora.
Dica para questões semelhantes
  • Em incontinência fecal no idoso, descarte assertivas que proponham causa única e ignorem esfíncter anal, reto, consistência fecal, cognição e função.
  • Na incontinência urinária de esforço, procure a combinação aumento da pressão intra-abdominal + falha do suporte pélvico/fechamento uretral.
  • Quando a alternativa citar envelhecimento como fator totalmente irrelevante para continência anal, ela tende a estar errada.
  • Medidas conservadoras como treino do assoalho pélvico e biofeedback podem ser corretas quando a questão disser 'em pacientes selecionados'.

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