Na avaliação geriátrica, a utilização de exames complementa...

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Q3916385 Medicina
Na avaliação geriátrica, a utilização de exames complementares e instrumentos de avaliação funcional é essencial para identificar condições clínicas, planejar intervenções e reduzir riscos perioperatórios, incluindo procedimentos cirúrgicos de baixa e alta complexidade. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)O uso de escalas de avaliação funcional, como o Índice de Katz ou o Lawton & Brody, é desnecessário em idosos, pois a idade cronológica é suficiente para estimar capacidade funcional e autonomia.
(__)Exames laboratoriais e de imagem devem ser solicitados de forma padronizada em todos os idosos antes de procedimentos, independentemente do histórico clínico ou avaliação física, para reduzir qualquer risco cirúrgico.
(__)Testes de desempenho físico, como o Timed Up and Go (TUG) ou teste de caminhada de seis minutos, não têm relevância para identificar risco de quedas ou comprometimento funcional em pacientes idosos.
(__)A avaliação geriátrica abrangente deve combinar exames laboratoriais, de imagem e instrumentos de avaliação funcional e cognitiva, adaptados ao estado clínico do paciente, para orientar planejamento terapêutico individualizado e reduzir complicações.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério decisivo é o da avaliação geriátrica ampla: no idoso, funcionalidade e cognição devem ser medidas por instrumentos apropriados, exames complementares devem ser guiados pela avaliação clínica e testes de desempenho físico têm utilidade para risco de quedas e limitação funcional; como o enunciado traz três afirmações que negam esses princípios e uma que descreve corretamente a abordagem multidimensional e individualizada, a sequência correta é F, F, F, V.

Tema central: avaliação geriátrica ampla
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque reflete o núcleo técnico da geriatria. A 1ª assertiva é falsa, já que idade cronológica não substitui avaliação funcional, e instrumentos como Katz e Lawton & Brody são úteis para medir autonomia e necessidade de suporte. A 2ª é falsa porque exames laboratoriais e de imagem não devem ser solicitados de forma padronizada para todos os idosos, mas conforme história clínica, exame físico, comorbidades e risco do procedimento. A 3ª é falsa porque TUG e teste de caminhada têm utilidade para identificar limitação funcional, mobilidade reduzida, pior reserva fisiológica e risco de quedas. A 4ª é verdadeira porque a avaliação geriátrica abrangente integra dimensões clínica, funcional e cognitiva, com uso individualizado de exames complementares, para orientar planejamento terapêutico e reduzir complicações.
B
Errada
Está errada porque transforma a 1ª assertiva em verdadeira, quando ela contraria um princípio central da geriatria: capacidade funcional não é deduzida apenas pela idade cronológica. Katz avalia atividades básicas de vida diária e Lawton & Brody avalia atividades instrumentais; dispensá-los elimina a mensuração objetiva da autonomia. Além disso, a 4ª assertiva não é falsa, porque a avaliação geriátrica abrangente é justamente multidimensional e individualizada.
C
Errada
Está errada porque as três primeiras assertivas contradizem critérios médicos consolidados. A 1ª erra ao substituir avaliação funcional por idade. A 2ª erra ao defender exames indiscriminados, independentemente da avaliação clínica, o que não corresponde à propedêutica racional nem reduz 'qualquer risco'. A 3ª erra ao negar relevância a testes de desempenho físico que são úteis para risco de quedas e comprometimento funcional. Apenas a 4ª assertiva está correta.
D
Errada
Está errada porque considera verdadeira a 3ª assertiva. Isso contraria a utilidade semiológica dos testes de mobilidade e desempenho físico em geriatria. TUG e teste de caminhada ajudam a estimar mobilidade, equilíbrio, capacidade funcional, limitação ao esforço e risco de queda; portanto, não podem ser classificados como irrelevantes nesse contexto.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre idade cronológica e funcionalidade real, além do erro de supor que pedir mais exames de forma padronizada sempre aumenta segurança; também usa termos absolutos como 'desnecessário', 'suficiente', 'independentemente' e 'não têm relevância' para induzir aceitação de afirmações tecnicamente falsas.
Dica para questões semelhantes
  • Em geriatria, não aceite idade cronológica como substituto de funcionalidade, cognição ou autonomia.
  • Exames complementares pré-procedimento devem ser justificados por história clínica, exame físico, comorbidades e risco do procedimento, não por rotina universal.
  • Valorize testes objetivos de desempenho físico, porque eles ajudam a identificar risco de quedas, fragilidade e limitação funcional.
  • Quando a alternativa descreve avaliação multidimensional e individualizada do idoso, ela tende a acompanhar o raciocínio correto da avaliação geriátrica ampla.

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