Considere o excerto a seguir, que traz o recorte de uma pesq...
A mulher negra ainda é vista como alvo de cobiça, satisfação de prazeres e prestadora de serviços domésticos, o homem negro ainda é relacionado ao corpo forte do trabalho braçal, do biotipo ideal para determinadas práticas esportivas, bem como detentor de talento para algumas atividades artísticas e culturais. Precisamos desmistificar os estereótipos de que os negros só servem para o samba e para o futebol, as oportunidades têm de ser igualitárias para todos, principalmente o acesso à educação de qualidade. Acredito que a educação é responsável por promover ações que possam descolonizar essa forma de pensar e de ser no mundo.
Fonte: Aquino, Maria Elizabete Sobral de. O corpo negro na escola: trilhas de uma educação do sentir para pensar as relações étnico-raciais, 2023, p. 35. Disponível em: https://memoria.ifrn.edu.br/handle/1044/2557. Acesso em: 28 mai. 2025.
Com base nas ideias do excerto e refletindo sobre a atualização dos debates que vêm ocorrendo na Educação Física brasileira acerca do corpo, da cultura de movimento e dos aspectos étnicos-raciais, analise as afirmativas e assinale a opção correta.
Gabarito comentado
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Alternativa Correta: C
Tema central da questão:
A questão aborda a problemática dos estereótipos e da invisibilidade do corpo negro no contexto escolar, especialmente nas aulas de Educação Física. Discutem-se o papel da escola na desconstrução de estigmas e na promoção da igualdade étnico-racial.
Resumo teórico:
No Brasil, a LDB (Lei 9.394/96, art. 26A) e a Lei 10.639/03 determinam o ensino de história e cultura afro-brasileira, enfatizando a importância de reconhecer e valorizar a diversidade étnico-racial. O silenciamento de corpos negros é historicamente uma estratégia de exclusão e subalternização. Por isso, a escola deve promover debates e ações afirmativas que desconstruam preconceitos e estereótipos.
Justificativa da Alternativa Correta:
A alternativa C está correta ao afirmar que silenciamento e invisibilidade são formas de subalternidade. Portanto, é fundamental não omitir a discussão sobre questões étnico-raciais na escola, pois só assim a educação pode ser um agente transformador e antirracista. Isso está em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-Raciais.
Análise das alternativas incorretas:
A – Embora o debate sobre o corpo negro esteja em crescimento, ainda não é notório ou naturalizado no cotidiano escolar. A pluralidade cultural é um objetivo, mas não uma realidade consolidada.
B – Está errada ao sugerir que silenciar vozes negras gera resistência: o silenciamento reforça a opressão, e não a luta antirracista. O protagonismo negro só existe onde há escuta e valorização.
D – Traz equívocos ao citar esportes como o tênis e a esgrima como exemplos de cultura das margens. Esses esportes, no Brasil, tradicionalmente são de elite, não representando a cultura popular negra.
Dica de interpretação:
Desconfie de frases que simplificam a realidade escolar ou generalizam avanços sociais. Atente-se à coerência com leis e diretrizes atuais. Palavras como “silenciamento”, “invisibilidade” e “omissão” são centrais para identificar a alternativa correta neste tema.
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