Sobre a síndrome coronariana aguda (SCA), assinalar a altern...

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Q2578515 Medicina

Sobre a síndrome coronariana aguda (SCA), assinalar a alternativa INCORRETA:

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Tema central: Síndrome Coronariana Aguda (SCA) – quadro decorrente de ruptura/erosão de placa com trombose, gerando isquemia miocárdica. O diagnóstico é clínico-ECG-biomarcadores, e a estratificação é imediata.

Gabarito: B (INCORRETA)

Por que a B está incorreta? As características descritas (dor que dura dias, pleurítica ou postural, e irradiação para membros inferiores) reduzem a probabilidade de SCA. Dor isquêmica típica é em pressão/opressão, retroesternal, duração de minutos a horas, piora ao esforço/estresse e melhora em repouso/nitro, com possível irradiação para mandíbula ou membros superiores. Dor pleurítica/postural sugere pericardite; dor por dias sugere causa não isquêmica; irradiação para MMII não é típica de SCA (AHA/ACC 2021 Chest Pain; ESC 2020/2023 ACS; Harrison’s).

Análise das demais alternativas (corretas na prova)

A) A “regra dos 2 de 3” (sintomas isquêmicos, ECG típico, biomarcadores elevados) foi um ensino clássico para IAM. Hoje, a definição atual exige troponina elevada com padrão de ascensão/queda + evidência de isquemia (sintomas, ECG, imagem) para IAM; para SCA, a tríade ainda é útil como suspeição inicial. Didaticamente aceitável na prova, mas lembre a atualização (5ª Definição Universal de IAM 2023; ESC 2020/2023).

C) Hipotensão, diaforese, B3 (galope), nova/pior regurgitação mitral, edema pulmonar e turgência jugular são achados que aumentam a probabilidade de SCA e sinalizam maior risco/complicações como disfunção ventricular ou papilar (UpToDate; Harrison’s).

D) O teste ergométrico (ECG de esforço) é usado na avaliação de angina estável/doença coronária em pacientes estáveis. Não deve ser realizado em SCA ou dor ativa, mas a afirmação geral de uso na avaliação de suspeita de angina é correta (AHA/ACC 2021; ESC Chronic Coronary Syndrome).

Como interpretar questões semelhantes

  • Valorize descritores de dor: pleurítica, reprodutível ao toque, posicional e de muitos dias → menos provável SCA.
  • Procure sinais de gravidade: hipotensão, B3, edema pulmonar, MR nova → alto risco.
  • Na suspeita de SCA: ECG em até 10 min e troponina de alta sensibilidade com algoritmos 0–1h/0–2h (ESC 2020/2023).

Pegadinhas frequentes: “2 de 3” não é a definição atual de IAM (use troponina com ascensão/queda + evidência de isquemia). Teste de esforço não é para fase aguda.

Essência clínica: na SCA, dor típica (pressão, minutos-horas, irradiação para mandíbula/braço) + ECG e troponina conduzem a conduta rápida; dor pleurítica/postural e de dias aponta para outros diagnósticos.

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A ALTERNATIVA INCORRETA É: B

JUSTIFICATIVA: A dor torácica é de fato o principal sintoma da síndrome coronariana aguda (SCA), mas a descrição dada na alternativa B não é consistente com a dor típica de origem isquêmica. A dor isquêmica geralmente não é pleurítica, postural, nem se irradia para extremidades inferiores, como sugerido na questão. A dor isquêmica costuma ser descrita como opressiva ou em aperto, localizada no centro do tórax, e pode irradiar para o braço esquerdo, pescoço, mandíbula ou dorso, mas raramente para as extremidades inferiores.

ANÁLISE DAS ALTERNATIVAS INCORRETAS:

  • A) Correta: O diagnóstico da SCA frequentemente se baseia na presença de dois dos três critérios: sintomas isquêmicos, alterações eletrocardiográficas (como elevação ou depressão do segmento ST), e elevação dos marcadores séricos de lesão cardíaca (como troponina).
  • C) Correta: Hipotensão, diaforese, e sinais de insuficiência cardíaca (como terceira bulha, regurgitação mitral, edema pulmonar e distensão da veia jugular) são indicativos de maior gravidade em pacientes com SCA.
  • D) Correta: O ECG de exercício, ou teste de esforço, é amplamente utilizado para avaliar pacientes com suspeita de angina ou doença cardíaca, ajudando a determinar a presença de isquemia induzida pelo esforço.

EM RESUMO: A dor torácica típica da síndrome coronariana aguda não é pleurítica, postural, nem irradia para extremidades inferiores. Essas características são mais sugestivas de causas não isquêmicas de dor torácica.

PONTOS CHAVE:

  • A dor típica de SCA é opressiva e irradiada para membros superiores ou mandíbula, não para extremidades inferiores.
  • O diagnóstico da SCA se baseia em sintomas isquêmicos, ECG e marcadores de lesão cardíaca.
  • Hipotensão e sinais de insuficiência cardíaca aumentam a probabilidade de SCA.

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