A ocorrência de bloqueio átrioventricular, BAV, no pós-opera...

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Q2039836 Medicina
A ocorrência de bloqueio átrioventricular, BAV, no pós-operatório de cirurgia cardíaca é situação que tem impacto na morbidade e na mortalidade. Este distúrbio da condução ocorre em 10 a 15% das cirurgias cardíacas.
Em relação ao BAV pós-operatório, assinale a afirmativa correta.
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Tema central: O bloqueio atrioventricular (BAV) no pós-operatório de cirurgia cardíaca é uma complicação que pode aumentar a morbidade e mortalidade. O entendimento dos fatores de risco — como infecções, tempo cirúrgico e técnicas operatórias — é essencial para o cirurgião cardiovascular no acompanhamento pós-operatório e tomada de decisão precoce quanto à necessidade de suporte permanente como o marcapasso.

Justificativa da alternativa correta (C):
A alternativa C está correta ao apontar endocardite infecciosa, tempo de clampeamento aórtico e tempo de circulação extracorpórea (CEC) como fatores de risco para BAV pós-operatório.

Segundo as Diretrizes Brasileiras de Dispositivos Cardíacos Eletrônicos Implantáveis (DCEI), "complicações mecânicas ou infecciosas da cirurgia cardíaca — incluindo endocardite — estão associadas ao risco aumentado de distúrbios de condução."
Além disso, tempos prolongados de clampeamento/CEC favorecem isquemia da condução, aumentando a possibilidade de BAV.
Essa informação também é corroborada em revisões sistemáticas (UpToDate e Harrison's Principles of Internal Medicine), destacando a fisiopatologia isquêmica e inflamatória desses fatores.

Análise das alternativas incorretas:

A) Errada. As principais diretrizes (americanas e europeias) recomendam aguardar até 7 dias e, em alguns casos, até 15 dias antes do implante do marcapasso definitivo, pois há chance de reversão espontânea do BAV.
B) Errada. Cirurgias valvares (particularmente sobre a valva aórtica) têm mais risco de BAV e de necessidade de marcapasso do que a cirurgia de revascularização isolada.
D) Errada. Idade avançada, cirurgia da valva aórtica e disfunção ventricular esquerda são fatores de risco reconhecidos para BAV.
E) Errada. A incidência de implante de marcapasso definitivo geralmente não excede 1% a 5% na maioria das cirurgias, e só se aproxima de 10% em cirurgias valvares complexas, ficando raramente acima deste valor.

Dica de prova: Fique atento a termos absolutos e comparativos; revise as principais recomendações em tempos de observação e fatores de risco específicos. Busque sempre confirmar números epidemiológicos em fontes oficiais ou diretrizes nacionais.

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A questão aborda o tema do bloqueio átrioventricular (BAV) no contexto pós-operatório de cirurgias cardíacas, uma complicação que pode afetar significativamente a recuperação do paciente. A resposta correta é a alternativa C, que afirma que a endocardite infecciosa, o tempo de clampeamento aórtico e o tempo de circulação extracorpórea (CEC) são fatores de risco para BAV no pós-operatório. Esses fatores de risco estão relacionados à extensão do dano ou do estresse causado ao sistema de condução cardíaco durante o procedimento cirúrgico. A endocardite infecciosa pode causar inflamação e danos diretos ao sistema de condução. O tempo de clampeamento aórtico prolongado pode levar à isquemia miocárdica, afetando também o sistema de condução. E, por fim, o tempo prolongado em circulação extracorpórea pode estar associado a várias complicações, incluindo problemas na condução elétrica do coração. Portanto, a compreensão desses fatores é crucial para a monitorização e prevenção do BAV pós-operatório, além de informar a decisão sobre a necessidade de implantar um marca-passo. As demais alternativas estão incorretas: a alternativa A fornece uma janela de tempo genérica para o implante de marca-passo que não é endossada pelas diretrizes sem um contexto mais detalhado; a alternativa B erra ao afirmar que a revascularização do miocárdio tem a mais alta taxa de implante de marca-passo pós-operatório, quando geralmente são as cirurgias valvares que apresentam maiores riscos; a D está incorreta porque a idade avançada, a cirurgia valvar aórtica e a disfunção ventricular esquerda são, de fato, fatores de risco para BAV; e a E subestima a incidência de implante de marca-passo definitivo, que pode variar, mas não é necessariamente tão baixa quanto 5% em todos os tipos de cirurgia cardíaca.

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