A ocorrência de bloqueio átrioventricular, BAV, no pós-opera...
Em relação ao BAV pós-operatório, assinale a afirmativa correta.
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Tema central: O bloqueio atrioventricular (BAV) no pós-operatório de cirurgia cardíaca é uma complicação que pode aumentar a morbidade e mortalidade. O entendimento dos fatores de risco — como infecções, tempo cirúrgico e técnicas operatórias — é essencial para o cirurgião cardiovascular no acompanhamento pós-operatório e tomada de decisão precoce quanto à necessidade de suporte permanente como o marcapasso.
Justificativa da alternativa correta (C):
A alternativa C está correta ao apontar endocardite infecciosa, tempo de clampeamento aórtico e tempo de circulação extracorpórea (CEC) como fatores de risco para BAV pós-operatório.
Segundo as Diretrizes Brasileiras de Dispositivos Cardíacos Eletrônicos Implantáveis (DCEI), "complicações mecânicas ou infecciosas da cirurgia cardíaca — incluindo endocardite — estão associadas ao risco aumentado de distúrbios de condução."
Além disso, tempos prolongados de clampeamento/CEC favorecem isquemia da condução, aumentando a possibilidade de BAV.
Essa informação também é corroborada em revisões sistemáticas (UpToDate e Harrison's Principles of Internal Medicine), destacando a fisiopatologia isquêmica e inflamatória desses fatores.
Análise das alternativas incorretas:
A) Errada. As principais diretrizes (americanas e europeias) recomendam aguardar até 7 dias e, em alguns casos, até 15 dias antes do implante do marcapasso definitivo, pois há chance de reversão espontânea do BAV.
B) Errada. Cirurgias valvares (particularmente sobre a valva aórtica) têm mais risco de BAV e de necessidade de marcapasso do que a cirurgia de revascularização isolada.
D) Errada. Idade avançada, cirurgia da valva aórtica e disfunção ventricular esquerda são fatores de risco reconhecidos para BAV.
E) Errada. A incidência de implante de marcapasso definitivo geralmente não excede 1% a 5% na maioria das cirurgias, e só se aproxima de 10% em cirurgias valvares complexas, ficando raramente acima deste valor.
Dica de prova: Fique atento a termos absolutos e comparativos; revise as principais recomendações em tempos de observação e fatores de risco específicos. Busque sempre confirmar números epidemiológicos em fontes oficiais ou diretrizes nacionais.
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