Menino, 13 anos, há 5 meses apresenta lesões edemaciadas de...

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Q3792903 Medicina
Menino, 13 anos, há 5 meses apresenta lesões edemaciadas de tamanho variável, circundadas por eritema, pruriginosas, fugazes, com ≤ 24 horas de duração. Ocorrem de 3 a 4 vezes na semana e evoluem sem lesões residuais. Qual conduta deve ser tomada?
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O caso descreve urticária crônica espontânea: lesões pruriginosas, edemaciadas, fugazes, com duração individual ≤ 24 horas, sem lesão residual, recorrendo há 5 meses; sem falha terapêutica prévia informada, a primeira linha é anti-H1 de 2ª geração em dose padrão.

Tema central: Urticária crônica espontânea
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque anti-H1 de 1ª geração não são a escolha inicial preferida na urticária crônica espontânea. A afirmação de que seriam mais eficazes não é sustentada pela base; além disso, têm pior perfil de segurança por maior penetração no sistema nervoso central, com sedação e efeitos anticolinérgicos.
B
Errada
Está errada porque a conduta inicial padrão não é associar anti-H1 de 2ª geração durante o dia com anti-H1 de 1ª geração à noite. O algoritmo terapêutico começa com monoterapia com anti-H1 de 2ª geração em dose padrão; acrescentar 1ª geração nessa etapa introduz sedação sem corresponder ao primeiro degrau recomendado.
C
Certa
A alternativa C corresponde à conduta inicial recomendada na urticária crônica espontânea. O enunciado não sugere vasculite urticariforme, pois as lesões desaparecem em até 24 horas e não deixam residual, e também não informa refratariedade prévia. Assim, a etapa correta é iniciar anti-H1 de 2ª geração na dose usual, com melhor perfil de segurança para uso rotineiro.
D
Errada
Está errada porque aumentar o anti-H1 de 2ª geração para até quatro vezes a dose licenciada é estratégia de escalonamento para casos não controlados, e não a conduta inicial. Como o enunciado não informa tentativa prévia em dose padrão nem falha terapêutica, esse degrau ainda não foi alcançado.
E
Errada
Está errada porque omalizumabe é opção de linha posterior para urticária crônica espontânea refratária ao anti-H1 de 2ª geração em dose otimizada. O fato de o paciente ter idade compatível com o licenciamento não substitui o critério da sequência terapêutica correta.
Pegadinha da questão
A banca colocou duas condutas verdadeiras em outros momentos do manejo, dose quádrupla de anti-H1 de 2ª geração e omalizumabe, para induzir erro de etapa. O decisivo era perceber que o enunciado descreve urticária crônica espontânea sem falha terapêutica prévia, o que fixa a primeira linha em anti-H1 de 2ª geração na dose padrão.
Dica para questões semelhantes
  • Se a lesão urticariforme dura até 24 horas, é pruriginosa e não deixa residual, pense em urticária e afaste vasculite urticariforme pelo padrão temporal e pela ausência de lesão residual.
  • Recorrência por mais de 6 semanas define urticária crônica; depois disso, a pergunta costuma cobrar o degrau terapêutico correto.
  • Na ausência de informação de falha prévia, a primeira linha é anti-H1 de 2ª geração em dose padrão; aumento de dose e omalizumabe pertencem a etapas posteriores.
  • Não escolha anti-H1 de 1ª geração como preferência de rotina em quadro crônico, porque o perfil de segurança é pior, especialmente pela sedação e efeitos anticolinérgicos.

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