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Q2039831 Medicina
A cirurgia de Jatene, ou Switch Arterial, é a técnica cirúrgica em que o sangue é redirecionado ao nível das grandes artérias, de forma que o ventrículo esquerdo morfológico se torna o ventrículo sub-aórtico e dá suporte à circulação sistêmica, e o ventrículo direito morfológico se torna o ventrículo subpulmonar.
Poderíamos considerar como complicações tardias deste procedimento as situações abaixo, à exceção de uma. Assinale-a.
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Tema central: Complicações tardias após cirurgia de Jatene (Switch Arterial) — técnica padrão na correção anatômica da Transposição das Grandes Artérias (TGA), permitindo que o ventrículo esquerdo seja subaórtico e o direito, subpulmonar.

Justificativa da alternativa correta (D):

A comunicação interventricular residual não é uma complicação tardia típica do Switch Arterial. Segundo publicações da área (veja, por exemplo, os artigos do ABC Cardiol), essa falha geralmente se relaciona a defeitos septais presentes desde o pré-operatório ou a técnicas cirúrgicas que não abordam diretamente o septo interventricular. A cirurgia de Jatene visa a correção anatômica da TGA e, quando necessária, a correção de defeitos septais ocorre em ato concomitante — a persistência não é considerada complicação típica tardia do procedimento em si. Por isso, a alternativa D está correta ao ser a exceção.

Análise das alternativas incorretas:

A) Obstrução do trato de saída do ventrículo direito: Complicação tardia clássica decorrente de estenoses supravalvares ou da neorranagem pulmonar (ocorre em até 8% dos casos no seguimento tardio).

B) Regurgitação valvar aórtica: Frequentemente relacionada à dilatação progressiva da neoaorta após o switch arterial, podendo exigir reoperações em longo prazo.

C) Obstrução coronariana: Complicação reconhecida devido à reanastomose das artérias coronárias, com potencial para desenvolver estenoses tardias, mesmo com técnica cirúrgica adequada.

E) Isquemia miocárdica: Geralmente secundária à obstrução coronariana, podendo manifestar-se de forma assintomática ou culminar em eventos agudos (infartos) após muitos anos do procedimento inicial.

Dicas de provas: Atenção a termos como “tardia” e “típica” no enunciado! Pegadinha comum: associar complicações genéricas a procedimentos específicos sem base epidemiológica. Foque em reconhecer as complicações anatômicas diretamente ligadas ao Switch Arterial, como descritas em consensos e revisões sistemáticas.

Fontes de referência: Obras como “Cirurgia Cardiovascular — Braile & Jatene”, protocolos do Ministério da Saúde e revisões recentes do UpToDate/ABCCardiol reforçam esses conceitos, sobretudo sobre dilatação neoaórtica, obstrução de via de saída e riscos coronarianos.

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Ao analisar a questão, é importante reconhecer que ela se refere às complicações tardias da cirurgia de Jatene, ou Switch Arterial, um procedimento cirúrgico utilizado para corrigir a transposição das grandes artérias (TGA). Neste procedimento, as posições da aorta e da artéria pulmonar são corrigidas, e as artérias coronárias também são transplantadas para a nova aorta. A resposta correta é a alternativa D - Comunicação interventricular residual. As alternativas A (Obstrução do trato de saída do ventrículo direito), B (Regurgitação valvar aórtica), C (Obstrução coronariana) e E (Isquemia miocárdica) são todas complicações conhecidas que podem ocorrer após a cirurgia de Jatene devido às alterações na anatomia cardíaca e na posição das grandes artérias e das artérias coronárias. A obstrução do trato de saída do ventrículo direito pode ocorrer devido ao remodelamento do ventrículo ou problemas com os enxertos utilizados. A regurgitação valvar aórtica pode acontecer se houver comprometimento da válvula aórtica durante a cirurgia. A obstrução coronariana e a isquemia miocárdica são riscos associados à reimplantação das artérias coronárias. Por outro lado, a Comunicação interventricular residual (CIV residual) não é uma complicação tardia típica desta cirurgia, mas sim uma complicação que estaria presente logo após a cirurgia, caso o fechamento do defeito do septo ventricular não tenha sido completo ou se desenvolva uma nova CIV. Esta questão exige conhecimento específico sobre as complicações relacionadas às correções cirúrgicas cardíacas e sua cronologia. Assim, a alternativa D é a correta porque a CIV residual é geralmente tratada durante a cirurgia de Jatene e não é considerada uma complicação tardia do procedimento, mas sim uma questão que deveria ter sido resolvida na operação inicial.

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